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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ainda sobre o previsível colapso do emissário.

A propósito do risco de colapso do emissário de esgotos a que aludia o post anterior, enviou o nosso Movimento um e-mail à empresa Águas de Gondomar, alertando-a para situação.
Recebemos a resposta que a seguir se transcreve.

Atentos o teor do email de V. Exas., agradecemos o alerta sobre o assentamento do apoio do emissário, no local assinalado, e informamos que desde logo foram implementadas medidas que o permitirão preservar, ainda que a titulo provisório.
Essa situação será monitorizada até que as condições atmosféricas e hidrológicas permitam uma intervenção com carácter definitivo

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O Governo respondeu...

O Partido Ecologista “Os Verdes” dirigiu ao Governo, através da Assembleia da República, as seguintes perguntas:
1 – Tem o Governo, a curto ou médio prazo, algum plano para recuperar o Rio Tinto?
2 – Quanto tempo mais vão ter de esperar as populações para poderem usufruir do seu rio na forma natural?
O Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território respondeu, posteriormente. Dessa resposta realçamos os aspetos mais relevantes.
O estado atual da massa de água que o rio constitui foi classificado como “Mau”, devido essencialmente a pressões de ordem urbana, estimando-se que, pela aplicação estrita da Diretiva Quadro da Água (Parlamento Europeu) , se atinja o estado de “Bom” num prazo de tempo que pode levar até 15 anos.
Para cumprir esse objetivo, foram, nomeadamente, delineadas as seguintes medidas:
- construção/melhoria do nível de tratamento da ETAR das AGS Gondomar (a chamada ETAR do Meiral);
- requalificação e valorização dos rios Tinto e Torto;
- estudo de afluências indevidas às redes de drenagem urbana à rede hidrográfica e se necessário o controlo das mesmas.
Estas medidas terão como horizonte temporal, os anos de 2012 a 2015.
No que se refere à ETAR de Rio Tinto, (adianta ainda a citada resposta), de acordo com as informações da empresa Águas de Gondomar,a solução proposta para as obras em curso prevê:
- a desativação da antiga obra de entrada;
- a construção de uma nova obra de entrada que permita uma remoção mais eficaz de gradados, areias, óleos, gorduras, e de um novo tratamento físico-químico por coagulação-floculação;
- a alteração do digestor permitindo a extração de sobrenadantes;
- a construção de um novo edifício de desidratação de lamas e estabilização das lamas desidratadas com cal.
Após a conclusão da remodelação (Agosto 2012), será avaliada a eficiência da ETAR e a necessidade da implementação de medidas adicionais.

Depois de saudarmos esta iniciativa de “Os Verdes”, oferece-nos adiantar alguns breves comentários. Além da enunciação das conhecidas medidas constantes do plano de bacia que atiram lá para 2027 a possibilidade de o rio Tinto vir a ser considerado Bom, é feita luz sobre a remodelação da ETAR, através do esclarecimento de alguns pontos . De salientar que a empresa Águas de Gondomar, apesar das nossas insistências, nunca nos informou nem esclareceu sobre as dúvidas e perplexidades que oportunamente lhe remetemos a propósito desta obra. É particularmente preocupante a previsão da avaliação da eficiência de uma obra já depois da sua conclusão...
E é estarrecedor que fiquemos a saber destas alterações via Assembleia da República, quando  diversas estruturas descentralizadas do estado e empresas de serviço público deveriam responder ao que fazia sentido ser esclarecido de modo aberto e transparente.
Entretanto, é intolerável que a nível local e municipal, ninguém esteja a acompanhar, a exigir informação e garantias da eficiência deste investimento.
Registamos, ainda, que, na resposta, se foca essencialmente a questão da ETAR. Todas as outras intervenções não são claramente  descritas, nem calendarizadas, nem apontados os seus executantes

domingo, 12 de setembro de 2010

Um primeiro passo?

Depois de alguns anos a tentar colocar a requalificação do rio Tinto na agenda política, os primeiros frutos surgem. No passado dia 7 de Setembro foi assinado um protocolo de um conjunto de acções com o objectivo de reabilitar o rio Tinto. O investimento total desta obra é de cerca de 305 mil euros. O valor protocolado envolve, em partes idênticas, a Câmara Municipal de Gondomar, a empresa “Águas de Gondomar” e a Administração da Região Hidrográfica do Norte. O sinal positivo está relacionado com a envolvência de vários parceiros nesta iniciativa. A requalificação do rio Tinto é um problema complexo que necessita obrigatoriamente de encontrar fontes de financiamento diversas. O aspecto negativo relaciona-se com a escassez do investimento. O montante global envolvido só poderá ser visto como um primeiro e ténue passo no caminho da recuperação do rio Tinto. Por vezes o primeiro passo é o mais difícil. Esperamos que haja vontade política e meios financeiros para continuar esta cruzada.