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domingo, 24 de março de 2013

E o Dia do Rio?

Em 2006, a Assembleia de Freguesia de Rio Tinto deliberou, por unanimidade, assinalar o primeiro domingo da primavera, como sendo o Dia do Rio Tinto.
Como estamos, precisamente, no primeiro domingo dessa estação do ano, cabe perguntar : e o Dia do Rio?. Que iniciativas se programaram para o comemorar? Que se saiba, nenhumas. Pelo menos, no site da Junta de Freguesia, nada consta.
Será que estamos perante mais uma efeméride sem significado ou este alheamento é bem o reflexo da forma indiferente como os problemas do rio Tinto ou, de modo mais geral, as questões da qualidade ambiental da nossa cidade, são encarados.
É claro que, dada a época que atravessamos com disputas eleitorais em curso, não irão faltar promessas e beneméritas declarações de boas intenções.
Mas, palavras leva-as o rio. O que são precisos são compromissos que não fiquem escritos em papel molhado, e, mais do que isso, ações que modifiquem mesmo, as tristes  realidades que são bem conhecidas.

terça-feira, 5 de junho de 2012

6 anos e...?

 
Há 6 anos

Decorrem hoje 6 anos sobre a data em que o Movimento em Defesa do Rio Tinto, enquanto tal, fez a sua apresentação pública.
Se assinalamos o facto não é porque sejamos demasiado dados a evocação de efemérides mas sim para constatarmos que, decorrido este tempo, as razões que invocávamos para lançamento desta plataforma de ação cívica e os objetivos que, então, enumerámos permanecem com uma atualidade que nos preocupa.
Recordamos esses objetivos, listados no Manifesto inical do Movimento:
- Requalificar a Bacia Hidrográfica do rio Tinto, visando o desentubamento e a recuperação do leito, das margens e dos seus afluentes.
-  Aumentar a atractividade da zona ribeirinha e promover a sua defesa e usufruto pelos cidadãos, com a criação de vias ciclo-pedonais arborizadas, parques de merendas e de lazer.
-  Recuperar e defender o património histórico-cultural, designadamente os moinhos, azenhas e levadas.
-  Desobstruir os locais em que o rio provoca inundações de forma cíclica.
-  Eliminar, com medidas de apoio social, as centenas de ligações de águas residuais que drenam directamente para o rio.

Como se vê, passados 6 anos tudo o que então referíamos como essencial, continua por cumprir. E lamentamos ter de constatar que muitas coisas até pioraram desde então. Com novos entubamentos, com novas ameaças de ocupação de terrenos com importância ecológica,com investimentos erráticos e de utilidade mais do que duvidosa, teremos de concluir que a existência do Movimento, mais do que nunca se justifica e se impõe.
Por isso, continuaremos no dia a dia a erguer a nossa voz. Uma voz que, para alguns poderá ser incómoda. Esses são os que se sentem obrigados a proferir belas palavras de apoio e de consideração pelo rio mas que, podendo alterar o rumo dos acontecimentos, não passam das "pancadinhas nas costas" que se não nos confortam muito menos nos iludem.
Mas, apesar de tudo, também sabemos que, pela nossa ação determinada e persistente, temos interferido com comodismos instalados e "obrigado" certas entidades, a, de modo mais ou menos visivelmente contrariado, romperem com um silêncio que, estamos convictos, se não existíssemos estaria ainda mais "ruidosamente"instalado.
Então, porque o rio e a cidade merecem, aqui fica a promessa (para alguns será uma ameaça?) de que não abandonaremos a luta.
Assinalar estes 6 anos será apenas mais um pequeno passo de uma caminhada em que não nos esmorecerão nem a força nem o empenhamento.
Continuem a contar connosco!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

3º Aniversário


Fez hoje, 3 de Junho, 3 anos que o Movimento em Defesa do Rio Tinto ganhou expressão publica através do debate realizado na Junta de Freguesia de Rio Tinto com a participação de mais de uma centena de pessoas.
Logo ali se verificou que o rio era um problema que interessava às pessoas. Desse debate foi elaborado um documento de "conclusões" e pistas de trabalho que o Move tem tentado concretizar. Com satisfação podemos dizer parte desses objectivos estão a ser concretizados, não podendo dizer o mesmo dos responsáveis, que ainda não se consciencializaram de que têm de intervir para mudar o estado inaceitável e aqui e ali indescritível deste recurso.
Do referido documento, destacamos alguns pontos:
É necessário passar da teoria à prática no que diz respeito ao ordenamento do território. Legislação é precisa e a que existe tem que ser cumprida.
É necessário que haja coordenação entre as Autarquias e demais instituições políticas e administrativas.
É necessário respeitar o direito que os cidadãos têm à qualidade de vida e a um ambiente sadio e ecologicamente equilibrado.
É necessário que os cursos de água sejam vistos como elementos fundamentais da paisagem, que urge preservar.
É necessário que se efectue um verdadeiro plano de saneamento, apoiando socialmente as famílias mais necessitadas nas ligações indispensáveis.
Existem muitos exemplos de concretizações de recuperação de ribeiras e da sua adaptação ao tecido urbano. É consensual que as águas pluviais e de ocorrência devem ser conduzidas para os cursos de água e que as águas negras de saneamento devem ser canalizadas para estações de tratamento. A mistura de águas pluviais nos esgotos diminui a eficácia das ETARs.
Os cursos de água urbanos prestam-se ao seu ladeamento por percursos agradáveis: devem ser corredores de vida silvestre; são “espaços verdes” por excelência, necessitando de uma manutenção mínima.
É necessária uma verdadeira Educação Ambiental e de Cidadania.
É também necessário desmistificar um pouco a questão da especulação imobiliária que só serve gente sem escrúpulos: um espaço recuperado limpo, ordenado despoluído os imóveis têm um valor superior garantido pela qualidade de vida que o espaço onde está inserido oferece às pessoas.
Porque os objectivos então traçados continuam na ordem do dia, prosseguimos a nossa acção.
Em três anos, já se caminhou bastante.
Mas ainda temos muito caminho para andar.
Assim como o nosso rio, apesar de mal amado e mal estimado por muitos continua, teimosamente a correr, e, por muito que isso incomode a alguma gente, também nós, determinadamente,
CONTINUAREMOS!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Novo ano

Estamos na época sempre simbólica de mudança de folha no calendário.
Por isso, no momento em que 2007 está a terminar, mais do que fazer o balanço do caminho andado, interessa perspectivar o futuro.
De qualquer modo, se pensarmos naquilo que foi o trajecto do Movimento em Defesa do Rio Tinto neste ano que agora termina, teremos de concluir que demos passos importantes. Para além de uma constante atenção ao que vai acontecendo em torno deste bem natural cuja preservação e requalificação nos motiva, poderemos destacar, de modo particular algumas das acções que levámos a cabo:
-Duas visitas a troços diferenciados do rio.
-Acção de limpeza na zona do Moinho da Vitória, ocorrida a 10 de Março.
-Caminhada pelo Rio Tinto, realizada em 25 de Março, reunindo várias centenas de pessoas.
-Jornadas do Rio, a 2 de Junho, com a participação de diversas escolas da cidade.
Mas, como dissemos, mais do que olhar para o passado, há que procurar dar novos passos, nesta rota que prosseguimos.
Assim, conforme já referimos em texto anterior, estão ja programadas algumas iniciativas, que, a seu tempo, aqui serão divulgadas.
De qualquer modo, podemos, desde já, adiantar as seguintes:
- Peddy-paper inter-escolas, em princípio a decorrer a 8 de Março.
- Dia do Rio, previsto para 29 de Março.
Esperamos, então, que, em termos do Movimento em Defesa do Rio Tinto, 2008 seja bem preenchido e reuna em seu torno novas adesões e a conjugação de redobrados esforços.
Fazemos, também, votos, para que as entidades competentes, acordem, com maior determinação, para a adopção das medidas necessárias e urgentes para que a despoluição e a requalificação do nosso rio e das suas margens, possa ganhar, neste ano que agora entra, uma dimensão irreversível.
Para todos os que vão passando por este espaço virtual (que, também no ano que passou, contou com um acréscimo significativo de visitantes) ,que nos têm apoiado e que nos têm honrado com a sua amizade, desejamos que
2008 traga tudo o que de melhor cada um ambicionar
E que o mundo acorde, para as inadiáveis tarefas que terão de ser desenvolvidas, para inverter, decisivamente, o rumo de degradação ambiental a que estamos a assistir