Vai fazer dois anos sobre a cheias no rio Tinto que, entre os diversos danos, provocaram a destruição da ponte junto do moinho da Vitória que era utilizada por muitos moradores da zona e não só.
Durante muito tempo, criou-se ali a expectativa de que, durante o processo de reconstrução a operar na zona do Centro de Saúde, haveria de ser construído um pontão que viesse repor, de algum modo, a situação anterior.
Como tal não aconteceu, um grupo de riorintenses decidiu lançar um abaixo-assinado, dirigido ao Presidente da Câmara e com cópia ao Presidente da Junta, dando conta dos transtornos provocados pela ausência dessa ligação e solicitando que se avance para a implementação desse equipamento.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Banhos perigosos no Douro devido aos níveis de poluição
Com o título em epígrafe, publicava o Jornal de Notícias na sua edição do passado domingo, 17 de Julho, um artigo em que se dava conta dos alertas do hidrobiólogo Adriano Bordalo e Sá.
De acordo com aquele investigador do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, 53% da Península Ibérica está a drenar para o território português através do rio Douro. A poluição tem como origem a agricultura espanhola e os esgotos urbanos portugueses.
"Quando o Douro entra em Portugal apresenta-se muito poluído de nitratos e fosfatos provenientes da actividade agrícola intensiva nomeadamente em 500 mil hectares de regadio em Espanha. Mas, na parte portuguesa, o principal problema é a poluição fecal, já que, ao contrário do que determinam as directivas europeias, muitas das nossas povoações continuam a drenar as suas águas residuais para o rio Douro ou através dos afluentes".
Mais adiante a notícia aponta mais um dado:à medida que nos deslocamos desde a entrada das águas em Portugal para a foz do rio, a poluição por esgotos vai aumentando progressivamente.A principal preocupação continua a residir junto ao estuário, onde está concentrado o grosso da população.
Aliás, já em Junho de 2006, Adriano Bordalo e Sá tinha divulgado, no acto de constituição do Movimento na JF Rio Tinto, parte das conclusões da 1ª Fase de Avaliação da Qualidade da Água no Estuário do Douro,projecto de investigação em que colaborou, aí constando, preto no branco, que:
1) a qualidade da água é influenciada pelo caudal e regime de marés;
2) o estuário apresenta um nível de contaminação fecal elevado;
3) a contaminação é maior no estuário médio e inferior, ou seja, do Freixo para a barra.
Adiantava um número de prevalência de coliformes fecais assustador: cerca de duzentas vezes superior ao admíssivel legalmente.
Os níveis de contaminação fecal na água foram, no estuário médio e inferior, e continuam a estar bastante acima do que se pode permitir para águas balneares, piorando em direcção à foz. De salientar o facto de se manter sem resolução a poluição do rio Tinto, com a drenagem do efluente da ETAR de Rio Tinto no rio e a jusante desta, com sucessivas descargas de esgoto, confirmando que um dos principais problemas de poluição do estuário continua a estar ligado a essas descargas, oriundas de linhas de água que substituem o saneamento básico e o tratamento adequado dos esgotos urbanos.
Estas preocupantes notícias comprovam a necessidade de continuarmos a nossa luta em prol da resolução eficaz dos problemas que a incúria, a inacção, o desinteresse de variados responsáveis, vão mantendo, interferindo, gravosamente, na qualidade do nosso património natural e na qualidade de vida dos cidadãos.
notícia completa (clicar sobre a imagem para a aumentar)
De acordo com aquele investigador do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, 53% da Península Ibérica está a drenar para o território português através do rio Douro. A poluição tem como origem a agricultura espanhola e os esgotos urbanos portugueses.
"Quando o Douro entra em Portugal apresenta-se muito poluído de nitratos e fosfatos provenientes da actividade agrícola intensiva nomeadamente em 500 mil hectares de regadio em Espanha. Mas, na parte portuguesa, o principal problema é a poluição fecal, já que, ao contrário do que determinam as directivas europeias, muitas das nossas povoações continuam a drenar as suas águas residuais para o rio Douro ou através dos afluentes".
Mais adiante a notícia aponta mais um dado:à medida que nos deslocamos desde a entrada das águas em Portugal para a foz do rio, a poluição por esgotos vai aumentando progressivamente.A principal preocupação continua a residir junto ao estuário, onde está concentrado o grosso da população.
Aliás, já em Junho de 2006, Adriano Bordalo e Sá tinha divulgado, no acto de constituição do Movimento na JF Rio Tinto, parte das conclusões da 1ª Fase de Avaliação da Qualidade da Água no Estuário do Douro,projecto de investigação em que colaborou, aí constando, preto no branco, que:
1) a qualidade da água é influenciada pelo caudal e regime de marés;
2) o estuário apresenta um nível de contaminação fecal elevado;
3) a contaminação é maior no estuário médio e inferior, ou seja, do Freixo para a barra.
Adiantava um número de prevalência de coliformes fecais assustador: cerca de duzentas vezes superior ao admíssivel legalmente.
Os níveis de contaminação fecal na água foram, no estuário médio e inferior, e continuam a estar bastante acima do que se pode permitir para águas balneares, piorando em direcção à foz. De salientar o facto de se manter sem resolução a poluição do rio Tinto, com a drenagem do efluente da ETAR de Rio Tinto no rio e a jusante desta, com sucessivas descargas de esgoto, confirmando que um dos principais problemas de poluição do estuário continua a estar ligado a essas descargas, oriundas de linhas de água que substituem o saneamento básico e o tratamento adequado dos esgotos urbanos.
Estas preocupantes notícias comprovam a necessidade de continuarmos a nossa luta em prol da resolução eficaz dos problemas que a incúria, a inacção, o desinteresse de variados responsáveis, vão mantendo, interferindo, gravosamente, na qualidade do nosso património natural e na qualidade de vida dos cidadãos.
notícia completa (clicar sobre a imagem para a aumentar)
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Notícia
O Movimento teve conhecimento de que, por deliberação da Câmara Municipal de Gondomar de 29 de Março, aprovada em reunião do Executivo de 7 de Abril (4 votos contra e duas abstenções), foi elaborado um Plano de Pormenor do Centro Cívico de Rio Tinto, que prevê a edificação de um conjunto de quatro blocos de apartamentos nos terrenos do antigo Mercado Municipal, local para onde estava anunciada a construção do Fórum Municipal. Este edifício, seria agora transferido para uma zona situada entre a linha do Metro e a Avenida do Rio. Mais ainda se sabe que a Câmara não pretende submter este Plano à Avaliação Ambiental Estratégica, mas apenas enviar o projecto à CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte).
Questionado o Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto sobre esta questão, respondeu que desconhecia o assunto.
De qualquer modo, a Assembleia de Freguesia aprovou , por maioria (três abstenções) uma deliberação em que se solicita à Câmara mais informações e se pretende que a presente proposta seja submetida a parecer sobre avaliação ambiental.
Questionado o Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto sobre esta questão, respondeu que desconhecia o assunto.
De qualquer modo, a Assembleia de Freguesia aprovou , por maioria (três abstenções) uma deliberação em que se solicita à Câmara mais informações e se pretende que a presente proposta seja submetida a parecer sobre avaliação ambiental.
Dada a relevância e gravidade desta questão. o Movimento em Defesa do Rio Tinto, brevemente, emitirá uma posição pública sobre este Plano de Pormenor do Centro Cívico de Rio Tinto.
domingo, 14 de novembro de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Uma ETAR que é mais um problema e os silêncios que intrigam...
No passado dia 24, o Jornal de Notícias reportava um estudo de Adriano Bordalo e Sá, hidrobiológo do Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar (ICBAS).
“Temos entre 200 a 500 vezes mais contaminação fecal do que a que nos permitiria ter bandeira azul na barra do Douro”, afiança o cientista.Essa poluição tem a principal origem nas descargas de águas residuais domésticas do milhão de pessoas cujas casas drenam, oficialmente ou não, para o estuário do Douro.
Mais adiante:
E como está o Douro poluído por esgotos se os concelhos que confinam com o estuário (Porto, Gaia e Gondomar) possuem redes de saneamento básico e estações de tratamento de águas residuais (ETAR)? Por várias razões, refere o hidrobiólogo. Há, de facto, oito estações, mas poucas têm tratamento terciário dos esgotos (capacidade para desinfectar o efluente).
“A legislação prevê a qualidade física e química do efluente libertado pelas ETAR, mas não a qualidade microbiológica”, explica o cientista. Ou seja, mesmo passando pelas ETAR, esta água à qual se dá o título reconfortante de “tratada” vai carregada de bactérias e de vírus. Por outro lado, acrescenta, “as ETAR também são parte do problema, porque algumas não funcionam, como a de Rio Tinto, ou funcionam com grandes deficiências”.
A isto, junta-se a poluição arrastada por muitas das 92 linhas de água – desde rios como o Tinto ou o Sousa até ribeiros encanados que não se vêem – que drenam para o estuário. Destas, 52 estão em Gaia, 30 em Gondomar e 10 no Porto, os três concelhos banhados pelo troço final do Douro.
(sublinhado nosso)
“Temos entre 200 a 500 vezes mais contaminação fecal do que a que nos permitiria ter bandeira azul na barra do Douro”, afiança o cientista.Essa poluição tem a principal origem nas descargas de águas residuais domésticas do milhão de pessoas cujas casas drenam, oficialmente ou não, para o estuário do Douro.
Mais adiante:
E como está o Douro poluído por esgotos se os concelhos que confinam com o estuário (Porto, Gaia e Gondomar) possuem redes de saneamento básico e estações de tratamento de águas residuais (ETAR)? Por várias razões, refere o hidrobiólogo. Há, de facto, oito estações, mas poucas têm tratamento terciário dos esgotos (capacidade para desinfectar o efluente).
“A legislação prevê a qualidade física e química do efluente libertado pelas ETAR, mas não a qualidade microbiológica”, explica o cientista. Ou seja, mesmo passando pelas ETAR, esta água à qual se dá o título reconfortante de “tratada” vai carregada de bactérias e de vírus. Por outro lado, acrescenta, “as ETAR também são parte do problema, porque algumas não funcionam, como a de Rio Tinto, ou funcionam com grandes deficiências”.
A isto, junta-se a poluição arrastada por muitas das 92 linhas de água – desde rios como o Tinto ou o Sousa até ribeiros encanados que não se vêem – que drenam para o estuário. Destas, 52 estão em Gaia, 30 em Gondomar e 10 no Porto, os três concelhos banhados pelo troço final do Douro.
(sublinhado nosso)
Esta notícia vem reforçar aquilo que o Movimento já, por diversas vezes denunciou. Designadamente, que a ETAR do Meiral, em vez de contribuir para a despoluição do rio Tinto, está, pelo contrário, a agravar a sua contaminação. Esta é uma conclusão que começa a ser reconhecida por alguns responsáveis. Que, no entanto, nada fazem, de concreto, para mudar esta triste realidade. Ou, então, "sacodem a água (suja) do capote" para outros ombros.
Será, entretanto oportuno recordar que o Movimento em Defesa do Rio Tinto dirigiu pedidos de reunião, solicitados a 25 de Junho (já fez um mês), à Câmara Municipal de Gondomar e à ARH (Administração da Região Hidrográfica do Norte) para a apresentação da posição do Movimento no sentido de desactivar a ETAR do Meiral e dirigir o efluente de Rio Tinto para a ETAR do Freixo. Até hoje, sem resposta.Porquê?
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Lemos e registamos
Lemos (JN 30 Junho 2010) :
Lemos e registamos.
Mas duvidamos.
É que 2011 é já ali...
Lemos que "existe um projecto de despoluição do rio Tinto". Mas onde está? Quem o elaborou? Quem o apresentou? E a quem?
É que 2011 é já ali...
E para a despoluição ser verdade nessa altura, já se deveria estar no terreno com acções concretas, designadamente em Gondomar onde, como se diz na notícia, o rio é fortemente poluído.
Lemos e registamos.
Entretanto, a expressão " o rio estará em condições mais do que aceitáveis" deixa-nos algumas inquietações. O que serão condições "aceitáveis"? Serão as mínimas necessárias, apenas para retirar do Parque Oriental do Porto os cheiros "nada convidativos"?
Mas, apesar de tudo, lemos e registamos.
Para nos congratularmos, se, em finais de 2011 o rio estiver mesmo despoluído.
Mas para voltarmos com esta notícia e exigirmos que sejam assumidas responsabilidades se, mais uma vez, estas expectativas forem defraudadas.
Lemos, registamos e não esqueceremos.
“Temos a expectativa clara de que até ao final de 2011 o rio Tinto possa estar em condições mais do que aceitáveis”. A garantia foi deixada, anteontem à noite (segunda-feira), pelo vice-presidente da Câmara do Porto, Álvaro Castello-Branco, em reunião da Assembleia Municipal.
Castello-Branco respondeu, assim, à perplexidade de Alda Macedo por o Parque Oriental da cidade do Porto ter sido inaugurado, no passado dia 7, sem que houvesse uma limpeza do rio Tinto.
“Tem um cheiro nada convidativo. Há frigoríficos lá enterrados”, revelou a deputada do Bloco de Esquerda, convencida de que a “aprazibilidade” do novo espaço da freguesia de Campanhã será condicionada pelo estado “poluído” daquele afluente do Douro.
Em resposta, Álvaro Castello-Branco recordou existe um projecto de despoluição do rio Tinto, que engloba uma comissão na Junta Metropolitana do Porto, presidida por Poças Martins. Lembrou que aquele curso de água, que nasce em Valongo e desagua no Porto, é “poluído” em Gondomar. E garantiu que, até ao fim de 2011, o rio estará “em condições mais do que aceitáveis”.
Lemos e registamos.
Mas duvidamos.
É que 2011 é já ali...
Lemos que "existe um projecto de despoluição do rio Tinto". Mas onde está? Quem o elaborou? Quem o apresentou? E a quem?
É que 2011 é já ali...
E para a despoluição ser verdade nessa altura, já se deveria estar no terreno com acções concretas, designadamente em Gondomar onde, como se diz na notícia, o rio é fortemente poluído.
Lemos e registamos.
Entretanto, a expressão " o rio estará em condições mais do que aceitáveis" deixa-nos algumas inquietações. O que serão condições "aceitáveis"? Serão as mínimas necessárias, apenas para retirar do Parque Oriental do Porto os cheiros "nada convidativos"?
Mas, apesar de tudo, lemos e registamos.
Para nos congratularmos, se, em finais de 2011 o rio estiver mesmo despoluído.
Mas para voltarmos com esta notícia e exigirmos que sejam assumidas responsabilidades se, mais uma vez, estas expectativas forem defraudadas.
Lemos, registamos e não esqueceremos.
sábado, 12 de junho de 2010
Aí está a solução provisória ou coincidências...
Depois de mais de cinco meses de sujidade no rio, de alertas e pedidos de intervenção, e, coincidindo com a iniciativa tornada pública da concentração "O rio não é um esgoto" a 4 de Junho, eis que se inicaram os trabalhos de reparação do colector junto ao Centro de Saúde. Como foi noticiado, a própria ARH admite esta solução como provisória, aguardando-se uma intervenção mais profunda naquela margem em resultado do estudo solicitado a um professor da FEUP. Na verdade aquele problema fica parcialmente resolvido, empurrando-o para juzante. Como temos vindo a alertar se queremos uma qualidade aceitável da água do rio Tinto, de modo a tornar possível a presença de espécies autóctones ou a convivência saudavel do rio com o Parque Oriental da cidade do Porto em desenvolvimento, nenhuma infra-estrutura de tratamento de águas deve lançar o "efluente industrial" naquele curso, devido ao baixo caudal do rio em época de estiagem. Se dizemos nenhuma, muito menos a ETAR de Rio Tinto, esta ou outra que venha a resultar de remendos de todo ineficientes.
Na reunião que realizámos com o administrador da empresa municipal Águas do Porto, o mesmo afirmou que a ETAR do Freixo tem capacidade para tratar os esgotos de Rio Tinto. Não se entende que problemas seriam adiados para o Porto, para daqui a dois ou três anos, a que faz referência o vice-presidente da CMGondomar, nem por que razão ou razões, depois de essa solução ter sido acolhida e estar a ser mediada pela ARH Norte (numa reunião realizada na manhã do dia 1 de Fevereiro de 2010) ela foi abandonada. Diriamos que, de novo, o processo não é de todo transparente. Que se impõe o esclarecimento e a intervenção da ARH Norte para que, fazendo uma análise técnica e ambiental do todo, solucione de vez e para o futuro este grave problema.
Na reunião que realizámos com o administrador da empresa municipal Águas do Porto, o mesmo afirmou que a ETAR do Freixo tem capacidade para tratar os esgotos de Rio Tinto. Não se entende que problemas seriam adiados para o Porto, para daqui a dois ou três anos, a que faz referência o vice-presidente da CMGondomar, nem por que razão ou razões, depois de essa solução ter sido acolhida e estar a ser mediada pela ARH Norte (numa reunião realizada na manhã do dia 1 de Fevereiro de 2010) ela foi abandonada. Diriamos que, de novo, o processo não é de todo transparente. Que se impõe o esclarecimento e a intervenção da ARH Norte para que, fazendo uma análise técnica e ambiental do todo, solucione de vez e para o futuro este grave problema.
sábado, 6 de março de 2010
A impunidade continua...
Até parece que a impunidade e o desleixo não têm remédio.
Conforme já inúmeras vezes aqui temos referido, a construção em leitos de cheia é impedida por lei (nada se pode edificar, no mínimo, até dez metros de distância das margens de um rio) e é causadora de muitos danos, conforme se tem comprovado pelas consequências de intempéries que têm sido amplamente noticiadas.
No entando, parece que não se está a aprender com os avisos que as águas enviam a quem teria a obrigação de combater desvarios ambientais.
As presentes imagens, recolhidas há breves dias, mostram mais um exemplo dessa irresponsabilidade. Sobre uma das margens do nosso rio e sobre um muro que nunca deveria ter sido ali construído, estão a ser colocadas mais umas fiadas de tijolos. Ou seja, amplia-se um erro e uma ilegalidade.
Perguntamos, então: quem permite a continuação destes desmandos? Quem autoriza estas edificações? Ou, se ninguém as autorizou, quem fiscaliza a inobservância das leis?
Quem fecha os olhos, é conivente!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Quando o rio fala mais alto, há quem seja obrigado a acordar...
Transcrevemos breves extractos desta notícia do JN:
A Região Hidrográfica do Norte pediu ontem à Faculdade de Engenharia uma auditoria para perceber como poderão ser reduzidos os riscos de cheias em Rio Tinto.
…
O presidente da ARH do Norte já admitiu que as obras do metro do Porto, para construção da linha Dragão/Venda Nova, são outro foco "de pressão fluvial sobre a zona de risco de cheias". "Não podemos ignorar que é uma questão adicional. Temos que procurar mitigar essa questão adicional", referiu Guerreiro Brito.
"É um claro conflito entre uso do solo e gestão da água. Estas casas em zonas de risco de cheias não deviam existir", declarou António Guerreiro Brito, recusando-se, porém, a defender demolições. Apenas disse que "a análise custos/benefícios pode ser efectuada" pela Câmara de Gondomar.
...
Embora continuem a aparecer responsáveis por muitos desmandos cometidos sobre o rio a “sacudirem a água do capote” e a lançarem as culpas para as “inesperadas intempéries” o certo é que o facto de o rio “ter falado “ mais alto, teve o condão de fazer acordar consciências.
E tudo isto deveria fazer com que alguns detractores do Movimento, alguns que, em diversos momentos tentaram denegrir a nossa imagem ,as nossas denúncias, os nossos apelos, os nossos receios, reconhecessem que, afinal tínhamos razão.
Há certas palavras que, mais tarde ou mais cedo, acabam por partir “telhados de vidro”.
A Região Hidrográfica do Norte pediu ontem à Faculdade de Engenharia uma auditoria para perceber como poderão ser reduzidos os riscos de cheias em Rio Tinto.
…
O presidente da ARH do Norte já admitiu que as obras do metro do Porto, para construção da linha Dragão/Venda Nova, são outro foco "de pressão fluvial sobre a zona de risco de cheias". "Não podemos ignorar que é uma questão adicional. Temos que procurar mitigar essa questão adicional", referiu Guerreiro Brito.
"É um claro conflito entre uso do solo e gestão da água. Estas casas em zonas de risco de cheias não deviam existir", declarou António Guerreiro Brito, recusando-se, porém, a defender demolições. Apenas disse que "a análise custos/benefícios pode ser efectuada" pela Câmara de Gondomar.
...
Embora continuem a aparecer responsáveis por muitos desmandos cometidos sobre o rio a “sacudirem a água do capote” e a lançarem as culpas para as “inesperadas intempéries” o certo é que o facto de o rio “ter falado “ mais alto, teve o condão de fazer acordar consciências.
E tudo isto deveria fazer com que alguns detractores do Movimento, alguns que, em diversos momentos tentaram denegrir a nossa imagem ,as nossas denúncias, os nossos apelos, os nossos receios, reconhecessem que, afinal tínhamos razão.
Há certas palavras que, mais tarde ou mais cedo, acabam por partir “telhados de vidro”.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Intervenção no Porto Canal
Para além dos órgãos de comunicação que referimos no post anterior, também o Porto Canal fez uma reportagem sobre as questões relacionadas com as obras do Metro e sua interacção com o rio Tinto.
Aqui apresentamos a intervenção do Movimento em Defesa do Rio Tinto, que passou no Telediário dquela estação, no dia 5 de Novembro passado.
Aqui apresentamos a intervenção do Movimento em Defesa do Rio Tinto, que passou no Telediário dquela estação, no dia 5 de Novembro passado.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Ecos
Relativamente à exposição que o nosso Movimento remeteu ao DIAP e outras entidades, registámos, com agrado, as referências que órgãos de comunicação fizeram ao assunto nas suas páginas.
Nomeadamente, o Jornal de Notícias, publicou uma página inteira (ler aqui) e também o Público tratou extensamente a questão (ver texto aqui).
Entretanto, outros órgãos de comunicação social manifestaram interesse em aprofundar o sentido desta nossa iniciativa.
Pelos ecos que estamos a recolher, sentimos que a nossa actuação continua a fazer todo o sentido. Porque, para além de sensibilizar uma mais vasta audiência para as graves questões ambientais que se detectam em torno do nosso rio, esta actuação obrigou a Metro do Porto a vir a terreno apresentar "justificações" e "explicações" a que, durante meses e meses, se furtou, apesar das inistências do nosso Movimento no sentido de nos ser concedida uma reunião para obtermos, da fonte original, respostas para as muitas inquietações que a obra nos foi suscitando.
Não iremos, por agora, comentar essas "justificações". Realçaremos, entretanto, que a Metro confirma, para já, o entubamento de mais "sessenta metros" do rio.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Para registar
A propósito da construção do Parque Oriental da Cidade do Porto, de que já temos aqui falado e cuja primeira fase deverá estar pronta em Setembro, transcrevemos uma caixa que o JN insere na reportagem que elaborou a propósito desta importante obra:
"A descontaminação da bacia do Rio Tinto á "a operação mais crítica"da construção do Parque Oriental. Quem o diz é Sidónio Pardal, autor do projecto. A despoluição do rio e o arranjo das margens ficará para uma fase posterior. A linha de água tem cerca de sete quilómetros e atravessa três concelhos (nasce em Valongo, atravessa Baguim do Monte e Rio Tinto, em Gondomar, antes de desaguar, junto à Marina do Freixo, no Porto). No percurso é alvo de descargas ilegais e da falta de saneamento. Rui Rio afirmou que a Câmara está a sensibilizar Gondomar para a despoluição do Rio Tinto."
Aqui fica, para memória futura, este registo.
Despoluir o rio é o mais crítico
"A descontaminação da bacia do Rio Tinto á "a operação mais crítica"da construção do Parque Oriental. Quem o diz é Sidónio Pardal, autor do projecto. A despoluição do rio e o arranjo das margens ficará para uma fase posterior. A linha de água tem cerca de sete quilómetros e atravessa três concelhos (nasce em Valongo, atravessa Baguim do Monte e Rio Tinto, em Gondomar, antes de desaguar, junto à Marina do Freixo, no Porto). No percurso é alvo de descargas ilegais e da falta de saneamento. Rui Rio afirmou que a Câmara está a sensibilizar Gondomar para a despoluição do Rio Tinto."
Aqui fica, para memória futura, este registo.
terça-feira, 19 de maio de 2009
SERÁ AINDA POSSÍVEL?
As obras para a ampliação da rede do Metro até Rio Tinto estão no terreno e dia a dia de modo mais visível.
Umas da frentes onde se trabalha neste momento, corresponde ao troço junto da Quinta das Freiras e que as imagens seguintes documentam.
Segundo o que consta, ao proceder-se às indispensáveis sondagens prévias, constatou-se a necessidade de desviar alguns metros o traçado inicialmente previsto, já, que por ali corre o rio Tinto, numa fracção que se encontra entubada e as perfurações esbarraram na estrutura usada para o entubamento.
Se essa situação se confirmar, não será ainda possível, e já que se está a intervencionar o local, aproveitar para, naquele troço, desfazer o entubamento, devolvendo uma parte do rio à sua condição natural?
Não seria mais agradável para os futuros passageiros desta parte da linha do Metro poderem avistar, da janela da carruagem, um rio que faz parte do património natural da cidade associado a um espaço que pode e deve ser um dos seus "pulmões"?
As árvores ainda lá estão... Que bom seria o rio voltar a correr junto a elas...
terça-feira, 28 de abril de 2009
Quando chegará a nossa vez?
Mais uma notícia de que se transcrevem algumas passagens:
" Os municípios de Paços de Ferreira, Paredes, Valongo e Gondomar iniciaram ontem um projecto de requalificação ambiental do rio Ferreira, um dos mais poluídos do distrito do Porto.
...
O território inclui zonas classificadas na Rede Natura 2000, desde a nascente, em Paços de Ferreira, até à confluência com o rio Sousa, em Gondomar, mas também zonas muito industrializadas, sobretudo empresas de mobiliário. Os quatro presidentes de câmara- os sociais-democratas Pedro Pinto (Paços de Ferreira) Celso Ferreira (Paredes) e Fernando Melo (Valongo) e o independente Valentim Loureiro (Gondomar)-assinaram ontem, na freguesia de Ferreira, Paços de Ferreira, o protocolo. O objectivo principal da iniciativa, que é inspirada na recuperação ambiental do rio Leça, realizada pelo município de Valongo, passa pela reabilitação ambiental de toda a bacia do rio Ferreira, abrangendo 183 quilómetros quadrados, onde residem cerca de 150 mil pessoas".
(JN 24 de Abril 2009)
Mais pormenores aqui.
Perguntamos nós: para quando uma notícia semelhante, a propósito do nosso rio Tinto?
" Os municípios de Paços de Ferreira, Paredes, Valongo e Gondomar iniciaram ontem um projecto de requalificação ambiental do rio Ferreira, um dos mais poluídos do distrito do Porto.
...
O território inclui zonas classificadas na Rede Natura 2000, desde a nascente, em Paços de Ferreira, até à confluência com o rio Sousa, em Gondomar, mas também zonas muito industrializadas, sobretudo empresas de mobiliário. Os quatro presidentes de câmara- os sociais-democratas Pedro Pinto (Paços de Ferreira) Celso Ferreira (Paredes) e Fernando Melo (Valongo) e o independente Valentim Loureiro (Gondomar)-assinaram ontem, na freguesia de Ferreira, Paços de Ferreira, o protocolo. O objectivo principal da iniciativa, que é inspirada na recuperação ambiental do rio Leça, realizada pelo município de Valongo, passa pela reabilitação ambiental de toda a bacia do rio Ferreira, abrangendo 183 quilómetros quadrados, onde residem cerca de 150 mil pessoas".
(JN 24 de Abril 2009)
Mais pormenores aqui.
Perguntamos nós: para quando uma notícia semelhante, a propósito do nosso rio Tinto?
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Mais um desacato que não pode ficar impune
"Uma espuma com "um estranho odor" foi ontem detectada, junto ao Centro de Saúde, no rio Tinto, cerca das 19.10 horas, por residentes na freguesia com o mesmo nome, em Gondomar. O leito do rio esteve branco até às 22 horas, altura em que as duas equipas de protecção da Natureza da GNR conseguiram detectar que a origem está na zona industrial próxima do campo do Atlético. Foram recolhidas amostras para averiguação".
Acrescentamos nós: oxalá que a averiguação produza efeitos.Há atitudes à margem da lei que não podem ficar impunes. O nosso rio não pode continuar a ser vítima indefesa deste tipo de desacatos.
sábado, 31 de janeiro de 2009
O MOVE RIO TINTO no I Encontro Nacional do Projecto Rios
Conforme aqui noticiámos, o Movimento em Defesa do Rio Tinto, foi convidado a participar no I Encontro Nacional do Projecto Rios, integrado no Encontro Nacional de Educação Ambiental. promovido pela ASPEA.
Lá estivemos, então, no passado sábado.
Depois da introdução do Engº Pedro Teiga, Coordenador Nacional do Projecto Rios e amigo de longa data, que tantas vezes tem colaborado com o nosso Movimento, foi dada a palavra aos representantes de diversas instituições, designadamente escolas,para uma breve divulgação dos seus projectos
Nesse contexto, o companheiro Paulo Silva, fez uma sucinta apresentação do nosso Movimento, enumerou os seus objectivos, reportou as principais actividades já realizadas e referiu algumas dificuldades que temos sentido no desenvolvimento do trabalho.
Falou, finalmente, sobre as perspectivas de actuação futura.
Aqui ficam algumas imagens desta participação.




Lá estivemos, então, no passado sábado.
Depois da introdução do Engº Pedro Teiga, Coordenador Nacional do Projecto Rios e amigo de longa data, que tantas vezes tem colaborado com o nosso Movimento, foi dada a palavra aos representantes de diversas instituições, designadamente escolas,para uma breve divulgação dos seus projectos
Nesse contexto, o companheiro Paulo Silva, fez uma sucinta apresentação do nosso Movimento, enumerou os seus objectivos, reportou as principais actividades já realizadas e referiu algumas dificuldades que temos sentido no desenvolvimento do trabalho.
Falou, finalmente, sobre as perspectivas de actuação futura.
Aqui ficam algumas imagens desta participação.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Continuamos!

Os visitantes habituais deste espaço deram conta de um interregno na publicação de posts.
Tal facto tem a ver com uma questão básica: o Movimento em Defesa de Rio Tinto, vive, obviamente, do voluntariado de gente que assume uma missão de cidadania e de intervenção que nem sempre é facilmente conciliável com o exercício profissional de cada um(a).
No entanto, apesar de aparentemente parado, este blog, expressão do Movimento que o originou, não morreu.
Assim como o rio, continuou a correr.
Assim como o rio, que continuou a correr, mesmo quando o ocultaram dos nossos olhos, este Movimento "está condenado" a continuar.
Porque estão por eliminar os grandes focos de poluição do rio.
Porque falta requalificar, aproveitar e valorizar o rio, renaturalizando as suas margens.
Porque falta dar sentido ao rio, através da construção de espaços com potencial lúdico, recreativo, educativo.
Porque falta ligar à cidade os locais de interesse histórico e cultural bem como as pouquissimas áreas verdes que restam, colocando-os aos serviço das pessoas.
Mas, também porque este Movimento já tem no seu historial momentos significativos de intervenção e mobilização em torno de uma causa que não pode esmorecer.
Porque há ainda muito para fazer, muito que agir.
Por tudo isto, CONTINUAMOS!
Nos próximos posts iremos dando conta de acções entretanto realizadas e outras que estão desde já previstas.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Finalmente...
Transcrevemos parcialmente uma notícia do JN(16 de Agosto de 2008):
"Há seis anos que seis milhões de litros de esgotos por dia estão a desaguar no rio Tinto. A construção dos acessos a um centro comercial, deixou um colector inutilizado em 2002, mas só agora será reparado.
A convicção da Empresa Municipal de Águas do Porto, que aprovou o projecto para o desvio da instalação de saneamento, é de que será possível começar a empreitada dentro de 15 dias.
O presidente da comissão de estruturação daquela empresa, Poças Martins, acredita que a reparação começará em Setembro e ficará concluída do mesmo mês, pondo-se fim àquela fonte significativa de poluição do rio Tinto.
O problema surgiu em 2002. Então, decorria a construção dos acessos rodoviários ao referido empreendimento A empresa construtora solicitou aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (entretanto extintos, dando lugar à empresa municipal) para desactivar, temporariamente, um colector granítico na Circunvalação, oriundo, sobretudo, da zona da Areosa e da Avenida de Fernão de Magalhães, nas Antas.
A autorização foi concedida mediante o compromisso de que a situação seria resolvida rapidamente. Só que a alteração de cotas dos acessos obrigou, como noticiou o JN, a desviar o colector de saneamento e a reinstalá-lo.
Era necessário elaborar o projecto e solicitar a autorização de várias instituições, entre elas a Refer (porque o colector passará pela via-férrea) e a Estradas de Portugal, para executá-lo. Propunha-se que, a título provisório, os seis milhões de litros diários de esgotos fossem encaminhados para a rede de águas pluviais na zona de S. João de Deus, no Porto. Mas acabaram por ficar a correr directamente para o rio Tinto.
Lentamente, chegou-se à solução actual. Com esta intervenção, o caudal de esgoto de seis milhões de litros (ou seis mil metros cúbicos) seguirá, por fim, para a estação de tratamento de águas residuais do Freixo, que possui capacidade para tratar até 35900 metros cúbicos de esgotos."
Esperamos, vivamente, que estas projecções se confirmem e que, muito em breve, se resolva um importante problema que está a contribuir significativamente para o agravamento do estado de saúde do nosso rio.
É que já foram causados demasiados prejuízos ao precioso bem natural que é o rio Tinto para vermos protelada , ainda mais, uma solução que já tarda há muito.
"Há seis anos que seis milhões de litros de esgotos por dia estão a desaguar no rio Tinto. A construção dos acessos a um centro comercial, deixou um colector inutilizado em 2002, mas só agora será reparado.
A convicção da Empresa Municipal de Águas do Porto, que aprovou o projecto para o desvio da instalação de saneamento, é de que será possível começar a empreitada dentro de 15 dias.
O presidente da comissão de estruturação daquela empresa, Poças Martins, acredita que a reparação começará em Setembro e ficará concluída do mesmo mês, pondo-se fim àquela fonte significativa de poluição do rio Tinto.
O problema surgiu em 2002. Então, decorria a construção dos acessos rodoviários ao referido empreendimento A empresa construtora solicitou aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (entretanto extintos, dando lugar à empresa municipal) para desactivar, temporariamente, um colector granítico na Circunvalação, oriundo, sobretudo, da zona da Areosa e da Avenida de Fernão de Magalhães, nas Antas.
A autorização foi concedida mediante o compromisso de que a situação seria resolvida rapidamente. Só que a alteração de cotas dos acessos obrigou, como noticiou o JN, a desviar o colector de saneamento e a reinstalá-lo.
Era necessário elaborar o projecto e solicitar a autorização de várias instituições, entre elas a Refer (porque o colector passará pela via-férrea) e a Estradas de Portugal, para executá-lo. Propunha-se que, a título provisório, os seis milhões de litros diários de esgotos fossem encaminhados para a rede de águas pluviais na zona de S. João de Deus, no Porto. Mas acabaram por ficar a correr directamente para o rio Tinto.
Lentamente, chegou-se à solução actual. Com esta intervenção, o caudal de esgoto de seis milhões de litros (ou seis mil metros cúbicos) seguirá, por fim, para a estação de tratamento de águas residuais do Freixo, que possui capacidade para tratar até 35900 metros cúbicos de esgotos."
Esperamos, vivamente, que estas projecções se confirmem e que, muito em breve, se resolva um importante problema que está a contribuir significativamente para o agravamento do estado de saúde do nosso rio.
É que já foram causados demasiados prejuízos ao precioso bem natural que é o rio Tinto para vermos protelada , ainda mais, uma solução que já tarda há muito.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Um exemplo
Toneladas de lixo no Leça
Num troço do rio Leça com apenas um quilómetro, entre a ponte da Travagem e o limite do concelho de Valongo, em Ermesinde, as equipas de limpeza recolheram 300 quilos de sucata, cinco toneladas de resíduos indiferenciados, 20 pneus e 190 toneladas de terra e vegetação. Foram detectadas, ainda, 14 descargas ilegais para as águas, sendo que pelo menos seis são poluentes "de certeza", afirmou o vereador do Ambiente da Câmara de Valongo, José Luís Pinto. O projecto Corrente Rio Leça começa a a ter resultados visíveis. E ainda falta limpar mais sete quilómetros de rio. A intervenção na freguesia de Alfena começa às oito horas de amanhã.
Desde 28 de Abril que o projecto avança no terreno. Ontem, em conferência de Imprensa, José Luís Pinto apresentou o que já foi feito e perspectivou o futuro o objectivo é limpar, no prazo de dois anos e meio, toda a extensão do rio Leça no concelho.
"A limpeza do rio é simples. O maior problema é acabar com os focos poluidores. Nós vêmo-los, mas é muito difícil saber quem polui", referiu o vereador, explicando que, mesmo inadvertidamente, muitos dos moradores da bacia do Leça (e, no total, são mais de 50 mil) podem estar a contribuir para a degradação do rio. Basta ter as máquinas de lavar ou as sanitas ligadas à rede de águas pluviais, que, assim, despejam resíduos no curso de água.
Infractores desculpados
Nesse sentido, o projecto Corrente Rio Leça aposta forte na sensibilização das populações. Os moradores receberão um folheto em que se mostra como podem verificar se as respectivas habitações estão devidamente ligadas à rede de saneamento. Quem se aperceber de anomalias pode contactar a Autarquia, sem temer sanções.
José Luís Pinto assegurou que os eventuais infractores não serão multados, que poderão ter descontos para proceder à ligação correcta e que , com isso, até se habilitarão a ganhar prémios. "Se a sensibilização não resultar, passaremos à fase da obrigação", alertou, porém, o autarca.
"O rio, quando chega a Valongo, já vem poluído. Mas nós também contribuímos com mais poluição. Queremos que a água saia de Valongo com a mesma qualidade com que entra no concelho", observou o vereador.
O projecto - que une a Câmara, as juntas de Ermesinde e de Alfena, a Universidade do Porto, a DECO, a Quercus, a Lipor e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, a Associação Amigos do Leça e a Águas de Valongo - passa pela limpeza dos oito quilómetros de rio em nove troços. Só no primeiro quilómetro de rio, em Ermesinde, trabalharam 276 pessoas, 100 das quais voluntárias.
in Jornal de Notícias
Num troço do rio Leça com apenas um quilómetro, entre a ponte da Travagem e o limite do concelho de Valongo, em Ermesinde, as equipas de limpeza recolheram 300 quilos de sucata, cinco toneladas de resíduos indiferenciados, 20 pneus e 190 toneladas de terra e vegetação. Foram detectadas, ainda, 14 descargas ilegais para as águas, sendo que pelo menos seis são poluentes "de certeza", afirmou o vereador do Ambiente da Câmara de Valongo, José Luís Pinto. O projecto Corrente Rio Leça começa a a ter resultados visíveis. E ainda falta limpar mais sete quilómetros de rio. A intervenção na freguesia de Alfena começa às oito horas de amanhã.
Desde 28 de Abril que o projecto avança no terreno. Ontem, em conferência de Imprensa, José Luís Pinto apresentou o que já foi feito e perspectivou o futuro o objectivo é limpar, no prazo de dois anos e meio, toda a extensão do rio Leça no concelho.
"A limpeza do rio é simples. O maior problema é acabar com os focos poluidores. Nós vêmo-los, mas é muito difícil saber quem polui", referiu o vereador, explicando que, mesmo inadvertidamente, muitos dos moradores da bacia do Leça (e, no total, são mais de 50 mil) podem estar a contribuir para a degradação do rio. Basta ter as máquinas de lavar ou as sanitas ligadas à rede de águas pluviais, que, assim, despejam resíduos no curso de água.
Infractores desculpados
Nesse sentido, o projecto Corrente Rio Leça aposta forte na sensibilização das populações. Os moradores receberão um folheto em que se mostra como podem verificar se as respectivas habitações estão devidamente ligadas à rede de saneamento. Quem se aperceber de anomalias pode contactar a Autarquia, sem temer sanções.
José Luís Pinto assegurou que os eventuais infractores não serão multados, que poderão ter descontos para proceder à ligação correcta e que , com isso, até se habilitarão a ganhar prémios. "Se a sensibilização não resultar, passaremos à fase da obrigação", alertou, porém, o autarca.
"O rio, quando chega a Valongo, já vem poluído. Mas nós também contribuímos com mais poluição. Queremos que a água saia de Valongo com a mesma qualidade com que entra no concelho", observou o vereador.
O projecto - que une a Câmara, as juntas de Ermesinde e de Alfena, a Universidade do Porto, a DECO, a Quercus, a Lipor e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, a Associação Amigos do Leça e a Águas de Valongo - passa pela limpeza dos oito quilómetros de rio em nove troços. Só no primeiro quilómetro de rio, em Ermesinde, trabalharam 276 pessoas, 100 das quais voluntárias.
in Jornal de Notícias
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Reunião
No passado dia 7 de Novembro, realizou-se uma reunião alargada do Movimento em Defesa do rio Tinto, tendo estado presente cerca de uma vintena de pessoas.
Participaram, para além de dirigentes do Movimento, professores e alunos de escolas de Rio Tinto, dos vários ciclos de ensino, incluindo o pré-escolar. De referir, igualmente, a presença do Centro Social de Soutelo.
De destacar, também, a presença da Drª Iva Rodrigues, em representação do Vereador do Pelouro do Ambiente da Câmara Municipal de Gondomar, bem como a do Engº Pedro Teiga, apoiante desde a primeira hora.
Esta reunião teve, como objectivo principal, o ponto de situação das actividades desenvolvidas ou a desenvolver, no âmbito da despoluição e requalificação do rio e suas margens.
Foi possível constatar o envolvimento das escolas em diversas actividades, já efectivadas no ano transacto ou constantes dos respectivos projectos curriculares para o ano em curso.
Foi acentuada, entretanto, a necessidade de todas estas actividades se coordenarem de modo mais evidente, tendo em conta que a dispersão de esforços poderá, por vezes, ser impeditiva de uma melhor rentabilização de recursos.
Um dos processos a utilizar para que esta coordenação seja mais efectiva, será divulgar, o mais possível, as acções a promover.
E um dos meios, poderá, mesmo, ser este blog.
Por isso, aqui fica o apelo às diversas entidades que têm ou terão iniciativas em curso:
Façam-nos chegar notícias sobre essas actividades. Textos, mais singelos ou mais elaborados, imagens, digitalizadas (desenhos, fotografias, ...), gravações audio, elaborados por professores, alunos ou outras pessoas, tudo será aqui acolhido e poderá servir para dar conta aos outros, daquilo que se vai fazendo em prol da defesa do nosso rio.
Para tal, podem utilizar o endereço electrónico que se encontra na barra lateral deste espaço.
Esta reunião revelou-se bastante útil e motivante para todos os que nela participaram.
Algumas actividades estão já em movimento.
Futuramente aqui as iremos noticiando com mais detalhe.
Entretanto, desde já, aqui fica a referência a duas dessas actividades:
- Peddy Paper (Inter-escolas), a 8 de Março
- Dia do Rio, a 29 de Março.
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