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domingo, 28 de outubro de 2012

Ainda o Projeto Parque da Levada

Os jovens futuros arquitetos paisagistas que nos apresentaram este audacioso e inovador projeto, partiram de objetivos claros:

Base de intervenção e recuperação da qualidade ambiental e visual, pensado para a qualidade sensorial e a qualidade ecológica do lugar, otimizando o funcionamento sustentável dos sistemas vivos em relação aos utilizadores

Recuperar as linhas de água e das suas margens, promovendo oportunidades de biodiversidade e de recreio associado à contemplação e o contacto dos utilizadores com os elementos naturais, oportunidades de estadia ao sol e à sombra.

Otimizar o esforço de manutenção e gestão, relocalização dos estabelecimentos industriais presentes em leito de cheia.

Potenciar competências culturais e de informação local em relação à utilização do espaço

Sensibilizar a população para temáticas como: importância da água, história e cultura, património cultural e natural, preservação e conservação, biodiversidade, etc.

Eis a área de intervenção do Projeto:
Entretanto, um facto que resultou claro na sessão de apresentação desta alternativa é que ele tem de ser assumido sem tibiezas nem meias palavras pelos decisores.Não basta louvar o Projeto sem dele tirar as devidas consequências. Porque ele significa uma rotura com um passado de colossais erros assentes em visões distorcidas da realidade ou mesmo em interesses mais ou menos encapotados mas de voracidade clara.
Aliás, algumas ausências na sessão de apresentação do passado dia 20, foram por de mais ruidosas para que possam passar em claro.
O nosso Movimento vai continuar insistir nesta procura de alternativas à triste realidade com que nos querem confrontar, como se ela assentasse em  factos incontornáveis e em impossibilidades inevitáveis, sem debate publico, sem disponibilidade para aceitar que há espaço para outras soluções.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Despoluir o rio Tinto e elegê-lo como “âncora” e elemento natural que dará nova vida ao território: um Corredor Verde desde Quinta das Freiras até à Foz

Em 2006, o Movimento defendia “o aproveitamento e recuperação de elementos patrimoniais ligados ao rio, como por exemplo o Moinho da Vitória na Levada e o aglomerado ribeirinho junto ao Horto de Vila Cova criando um Centro de Interpretação Ambiental, no qual os mais jovens pudessem aprender a história e compreender a cultura”. Logo a seguir no âmbito do projecto 50 Espaços Verdes proposto pela associação ambiental Campo Aberto, foi identificada uma considerável área a juzante da Quinta das Freiras (em Rio Tinto), como área em perigo e a proteger, ou seja, a importante zona de confluência do rio Tinto e da ribeira da Castanheira, de paisagem verde e rural com significado e com vários elementos patrimoniais e para a qual havia diversas propostas. A bacia do rio Tinto integra ainda o Parque Oriental da cidade do Porto.
À margem destas ideias, a CMG insiste em dar máxima capacidade construtiva a muitos dos espaços verdes e zonas  sensíveis de alagamento junto ao rio e ribeiras. Por isso, é a chegada a altura de promover, com todas as entidades gestoras e as populações, uma ligação através de um corredor verde, desde a zona contígua à Quinta das Freiras até ao Parque Oriental e à foz dos rios Tinto/Torto. As margens do rio ainda "escondem" enormes potencialidades, que obrigam a considerar a criação de um verdadeiro espaço de recreio e lazer intermunicipal unido pelo rio Tinto.
O Movimento em Defesa do Rio Tinto continuará comprometido na promoção e na mobilização para melhorar o ambiente, a biodiversidade e garantir o futuro do rio Tinto.
Mais informações : http://www.50espacos.campoaberto.org/espacos/lista/fichas/gondomar/rio_tinto/13/delimitacao.html

sábado, 15 de outubro de 2011

Proposta aprovada na Assembleia de Freguesia

Acompanhando ofício subscrito pelo Senhor Presidente da Assembleia de Freguesia de Rio Tinto, recebemos o texto de uma proposta apresentada na última reunião daquele órgão autárquico (16 de Setembro) pela CDU e que foi aprovada por unanimidade.
Para memória futura aqui transcrevemos esse documento.
                                                PROPOSTA
No rescaldo das cheias ocorridas no rio Tinto em Dezembro de 2009, foram vários os órgãos de
comunicação social que, no início de Fevereiro de 2010, divulgaram a “determinação” da
Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH Norte) e da Câmara Municipal de Gondomar
(CMG) em “avançar para a reabilitação” do curso de água que dá o nome à nossa cidade, de acordo
com um “estudo encomendado à FEUP”. Aliás, a realização de tal estudo já havia sido anunciada
anteriormente, em momentos diversos, por responsáveis da CMG, designadamente pelo vereador do
Pelouro do Ambiente.
Em meados de 2010, um alto responsável da ARH Norte afirmou que esta entidade assumia a
reabilitação do rio Tinto como missão onde deposita “um enorme esforço”, referindo que “a prioridade
é retirar todos os focos de poluição”.
Pela mesma altura, um vereador da Câmara Municipal do Porto, com responsabilidades na área do
Ambiente, garantia que tinha “a expectativa clara de que até ao final de 2011 o rio Tinto possa estar
em condições mais do que aceitáveis”, recordando a existência de um projecto de despoluição desta
linha de água, cuja responsabilidade estaria cometida a uma comissão da Junta Metropolitana do
Porto.
A realidade é que o tempo vai passando e dos estudos anunciados nada se conhece. Porventura,
chocaram entre si e … evaporaram-se!
O que é certo, é que se estão a perder as oportunidades criadas pelo Quadro de Referência
Estratégica Nacional (QREN) – que como é sabido termina em 2013 – para requalificar e
renaturalizar a bacia hidrográfica do rio Tinto, considerada uma das prioridades do Plano de Acção
do “Futuro Sustentável” – Plano Estratégico de Ambiente da Área Metropolitana do Porto.
Entretanto, o rio Tinto continua poluído e o seu leito e margens apresentam um estado lastimável
como é visível nas fotografias em anexo, recentemente obtidas.
Uma das causas das inundações de Dezembro de 2009 foi a acumulação de lixos e espécies
exóticas no leito do rio e nas suas margens. Se nada for feito a breve prazo, não é de admirar que a
tragédia que se abateu sobre muitos riotintenses no início do Inverno de 2009/2010, causando-lhe
prejuízos avultados, se repita.
Assim, ao abrigo das disposições legais e regimentais, PROPONHO:
Que esta Assembleia de Freguesia reclame da Câmara Municipal de Gondomar e da Administração
da Região Hidrográfica do Norte:
1. A realização de operações de limpeza do leito e das margens do rio Tinto, nomeadamente no que
concerne à retirada de resíduos sólidos urbanos, “monstros” e entulhos e remoção selectiva de
vegetação exótica, pelo menos nos troços mais críticos.
2. Informação sobre o ponto de situação do estudo encomendado à Faculdade de Engenharia da
Universidade do Porto (FEUP) e do projecto mandado elaborar pela Junta Metropolitana do Porto
para a despoluição, requalificação e renaturalização do rio Tinto.
Que seja dado conhecimento desta proposta às seguintes entidades:
- Presidente da Câmara Municipal de Gondomar;
- Presidente da Administração da Região Hidrográfica do Norte;
- Presidente da Assembleia Metropolitana do Porto;
- Presidente da Junta Metropolitana do Porto;
- Movimento em Defesa do Rio Tinto.
Rio Tinto, 16 de Setembro de 2011

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Novo Parque Oriental do Porto - um projecto em que o rio Tinto está presente


O Porto vai contar com um novo parque urbano, na zona Oriental, com incidência no troço do Vale do Rio Tinto, entre a Rotunda do Freixo e Pêgo Negro. A primeira fase, correspondente a cerca de 100 mil metros quadrados, será aberta ainda este ano.

Como se vê, o nosso rio (designadamente na mancha compreendida entre o Meiral e o Pêgo Negro, ainda no concelho de Gondomar), vai integrar este ambicioso projecto,e, nesse sentido, deverá ser eleito como “âncora” e elemento natural que lhe dará notoriedade. Por isso, é a chegada a altura de equacionar uma ligação através de um corredor verde, desde a zona contígua à Quinta das Freiras até ao futuro Parque . As margens do rio ainda escondem enormes potencialidades, que obrigam a considerar a criação de um verdadeiro espaço de recreio e lazer intermunicipal unido por este rio. Trata-se de uma importante realização para os vindouros e um passo distintivo na defesa do ambiente e da natureza posta ao serviço das comunidades em contexto urbano.

No dizer de Sidónio Pardal, autor do projecto para o Parque Oriental do Porto, "trata-se de um trabalho urbanístico interdisciplinar, que abarca um conjunto de tarefas, incluindo a despoluição do rio Tinto, um elemento estruturante em todo este projecto". Diz, ainda o insígne arquitecto que se está perante um «sonho» a longo prazo: «talvez daqui a 20 anos, quando as pessoas se habituarem a visitar o Vale do Rio Tinto com o mesmo prazer com que hoje se dirigem à Foz, à Ribeira, ao Parque da Cidade, ou à Rua de Santa Catarina».

Diremos nós, que, mais do que fazer parte do sonho, queremos que o nosso rio faça parte da realidade.
De uma realidade melhor.
Para isso, é preciso começar já a tomar decisões e promover acções que sejam passos decisivos e irreversíveis no sentido desse futuro que todos ambicionamos

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Proposta alternativa ao traçado do Metro

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Na cidade de Rio Tinto, estão de momento em "confronto" algumas soluções para a reorganização e requalificação do espaço, recuperação e possível renaturalização de linhas de água com a despoluição do Rio Tinto e implementação de infraestruturas que acrescentem melhorias à mobilidade e apoio cultural e social. Todos desejamos os seus beneficios e concretização harmoniosa. Mas é por termos dúvidas sobre uma das soluções, que pensamos, entra em conflito com o interesse geral, que apresentamos uma proposta à Metro do Porto SA sobre o traçado da rede, com o seguinte conteúdo:

A solução proposta para o traçado do Metro assente paralelamente à Rua da Ranha, na zona do antigo leito do rio Tinto é um erro! E um erro, sem regresso!
A sua concretização causaria mais problemas graves à cidade, condenaria o usufruto da importante zona verde do antigo leito do rio Tinto, que deve ser convertida em parque de lazer e ocultaria uma parte significativa da ribeira da Castanheira.
Logo que tivemos conhecimento do projecto, (decidido sem a participação pública que se impunha), fizemos uma proposta de revisão do traçado, sugerindo a sua transferência e inserção na Avenida do Rio Tinto ou na zona adjacente a esta.
A fundamentação da mesma assenta, na necessidade de preservaremos a zona verde do antigo leito do rio Tinto, tornar viável a defesa e a valorização desse espaço e da ribeira da Castanheira, tornar mais operacional, racional e com menor impacto a travessia da Avenida da Conduta que, em vez de ser feita transversalmente, aconteceria perpendicularmente.

Laprunelle, escreveu: "Todo e qualquer momento histórico contém sempre, em potência, vários futuros possíveis. Parece-me contudo, que um, de entre eles, será o mais possível de todos os possíveis."
Neste plano, ao não ser feito nada, o mais possível de todos os possíveis, vai acontecer: a concretização de um traçado contrário aos interesses dos Riotintenses, que roubará mais um pedaço da alma e da riqueza que ainda resta à cidade de Rio Tinto
.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Metro em Rio Tinto: sim, mas...

O Movimento em Defesa do Rio Tinto, enviou, recentemente, um ofício à Junta de Freguesia , expressando preocupações a propósito da instalação de rede de Metro na cidade de Rio Tinto.
Com efeito,a implementação da rede do Metro é um projecto desejado por todos mas de tal forma estruturante para a cidade, que não pode condicionar irremediavelmente soluções futuras para a área de intervenção.
O muito e o nada que se conhece – difundido por curtos flashes informativos – não responde a muitas interrogações das pessoas e da comunidade em geral. Não responde a preocupações deste Movimento que tem defendido o rio Tinto, como um recurso e uma âncora fundamental na organização do território e a desejáveis implicações para a valorização da sua bacia, do meio natural e ambiental, recuperação de tradições culturais, patrimoniais e históricas que lhe estão associadas.
O envolvimento da comunidade de Rio Tinto na abordagem do que é proposto é legitimo e indispensável. A empresa Metro do Porto SA, deve, por isso, esclarecimentos à população, quanto ao traçado, quanto às vantagens e desvantagens, quanto às opções e às consequências e eventuais compensações.
Neste sentido, propomos que a Junta de Freguesia de Rio Tinto em colaboração com este Movimento e outras entidades, promova nas próximas semanas uma sessão que esclareça plena e adequadamente algumas dúvidas e reservas quanto à implementação do Metro em Rio Tinto, convidando outras entidades responsáveis, designadamente a Câmara Municipal de Gondomar, técnicos e organizações que contribuam para um melhor entendimento das opções a tomar.