quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Visita ao Rio Tinto

Mais uma oportunidade para vermos realidades e debatermos propostas de soluções

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Banhos perigosos no Douro devido aos níveis de poluição

Com o título em epígrafe, publicava o Jornal de Notícias na sua edição do passado domingo, 17 de Julho, um artigo em que se dava conta dos alertas do hidrobiólogo Adriano Bordalo e Sá.
De acordo com aquele investigador do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, 53% da Península Ibérica está a drenar para o território português através do rio Douro. A poluição tem como origem a agricultura espanhola e os esgotos urbanos portugueses.
"Quando o Douro entra em Portugal apresenta-se muito poluído de nitratos e fosfatos provenientes da actividade agrícola intensiva nomeadamente em 500 mil hectares de regadio em Espanha. Mas, na parte portuguesa, o principal problema é a poluição fecal, já que, ao contrário do que determinam as directivas europeias, muitas das nossas povoações continuam a drenar as suas águas residuais para o rio Douro ou através dos afluentes".
Mais adiante a notícia aponta mais um dado:à medida que nos deslocamos desde a entrada das águas em Portugal para a foz do rio, a poluição por esgotos vai aumentando progressivamente.A principal preocupação continua a residir junto ao estuário, onde está concentrado o grosso da população.

Aliás, já em Junho de 2006, Adriano Bordalo e Sá tinha divulgado, no acto de constituição do Movimento na JF Rio Tinto, parte das conclusões da 1ª Fase de Avaliação da Qualidade da Água no Estuário do Douro,projecto de investigação em que colaborou, aí constando, preto no branco, que:
1) a qualidade da água é influenciada pelo caudal e regime de marés;
2) o estuário apresenta um nível de contaminação fecal elevado;  
3) a contaminação é maior no estuário médio e inferior, ou seja, do Freixo para a barra.

Adiantava um número de prevalência de coliformes fecais assustador: cerca de duzentas vezes superior ao admíssivel legalmente.
Os níveis de contaminação fecal na água foram, no estuário médio e inferior, e continuam a estar bastante acima do que se pode permitir para águas balneares, piorando em direcção à foz. De salientar o facto de se manter sem resolução a poluição do rio Tinto, com a drenagem do efluente da ETAR de Rio Tinto no rio e a jusante desta, com sucessivas descargas de esgoto, confirmando que um dos principais problemas de poluição do estuário continua a estar ligado a essas descargas, oriundas de linhas de água que substituem o saneamento básico e o tratamento adequado dos esgotos urbanos.

Estas preocupantes notícias comprovam a necessidade de continuarmos a nossa luta em prol da resolução eficaz dos problemas que a incúria, a inacção, o desinteresse de variados responsáveis, vão mantendo, interferindo, gravosamente, na qualidade do nosso património natural e na qualidade de vida dos cidadãos.

notícia completa (clicar sobre a imagem para a aumentar)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Água. uma maravilha da Natureza

No passado dia 9, os Projectos Eco-Escolas e Mil Escolas, da Escola E.B. 2.3 de Rio Tinto nº 2, apresentaram, no pavilhão gimnodesportivo daquele estabelecimento de ensino, o espectáculo " Água... uma maravilha da Natureza".
Esta apresentação culmina o trabalho realizado, por professores e alunos, ao longo do ano lectivo que está a terminar, em torno de temas sobre a defesa e preservação do Ambiente.
O Movimento em Defesa do Rio Tinto foi convidado a estar presente, e aceitou, gostosamente o convite. E deseja realçar a valia deste tipo de trabalho que as escolas podem promover, depositando nos jovens alunos, valores de inestimável alcance, que contribuirão decisivamente, para a construção de uma consciência colectiva em torno da necessidade de defender a Natureza dos constantes ataques que vai sofrendo.
Com os nossos parabéns a todos quantos, naquela escola, contribuiram para a realização do evento, aqui deixamos algumas imagens que reportam diversificados momentos do espectáculo.

sábado, 21 de maio de 2011

POSIÇÃO DO MOVIMENTO EM DEFESA DO RIO TINTO, SOBRE O PLANO DE PORMENOR DO CENTRO CÍVICO DE RIO TINTO

Na reunião de Câmara de Gondomar, de 7 de Abril de 2011, foi discutido o Plano de Pormenor do Centro Cívico de Rio Tinto. Em linhas gerais a proposta contempla uma construção maciça de prédios para habitação na zona mais apetecível da nossa cidade. É importante destacar, desde já, que tal proposta foi aprovada com os votos favoráveis dos vereadores independentes "Valentim Loureiro - Gondomar no Coração", com a abstenção dos vereadores do PSD e com os votos contra dos vereadores do PS.
Que novidade apresenta esta nova proposta?
A resposta é simples: para os versáteis terrenos da antiga feira de Rio Tinto é proposta a construção de quatro blocos de apartamentos com onze andares. Para que tal seja possível, foi alterada a localização do "Fórum Municipal", inicialmente programada para esse local. Para a sua nova localização são apontados os terrenos situados entre a linha do Metro e a Avenida do Rio, junto à estação do Metro da Levada.
O que ganha a nossa cidade com a alteração proposta? Do ponto de vista do Movimento em Defesa do Rio Tinto: nada. Mais betão, mais tijolos e mais densidade populacional no centro da cidade. E inaceitáveis condicionamentos e pressão sobre o rio Tinto e a ribeira da Castanheira.
Mas o que ganha então a Câmara Municipal de Gondomar? Aparentemente nada. O edifício do “Fórum Municipal” não fica valorizado com a alteração do espaço em que é agora proposta a sua implantação. Mas quem beneficiará com a nova localização? A pergunta, de tão óbvia, não carece de resposta. Mais uma vez os interesses privados parecem estar a sobrepor-se a tudo e todos.
Durante vários anos temos vindo a manifestar-nos pelo fim da construção de mais habitação no centro da cidade e pela criação de espaços verdes que privilegiem a qualidade de vida da população. Está na altura de voltar a afirmar os nossos propósitos e de apresentar uma proposta alternativa fundamentada, que dignifique a nossa cidade e que a transforme num local melhor para viver.

1) Os antigos terrenos do mercado de Rio Tinto devem ser transformados numa zona verde integrando a ribeira da Castanheira e o património cultural construído num novo espaço público de boa qualidade e de futuro.
2) O espaço, situado entre a linha de metro junto à estação da Levada e a Avenida do Rio, parcela com condicionantes urbanísticas e de zonas inundáveis, deverá ser protegido e reservado para uma função de espaço verde, de utilização e identidade colectiva.
3) Para a localização do “Fórum Municipal” deverá ser encontrada uma solução alternativa. Se tal não for possível, a sua construção poderá ocorrer no local inicialmente proposto (antigos terrenos do mercado de Rio Tinto). Nesse caso, o projecto terá de ser capaz de se harmonizar com a zona verde aí criada. Soluções ambientais e paisagísticas existem - só será preciso vontade para as encontrar.
4) O território em questão localiza-se num vale de zonas inundáveis e domínio hídrico, com áreas cuja abrangência está consignada a reserva ecológica nacional e reserva agrícola nacional. Logo, todo o projecto do Plano de Pormenor do Centro Cívico de Rio Tinto deve ser sujeito a Avaliação Ambiental Estratégica, prevista no DL 232/2007.

A Câmara Municipal de Gondomar, por inacção, nada tem contribuído para a recuperação do rio Tinto. Agora por acção toma uma decisão que, mais uma vez, nada contribui para uma valorização do já delapidado vale do rio Tinto. Devemos contrariar mais esta má decisão e vamos permanecer atentos e actuantes. Esperamos que outros também o façam e não se escondam por detrás de uma ignorância cómoda sobre o assunto ou por votos de abstenção, que não são mais do que uma aceitação tácita e encapotada da proposta camarária para o centro cívico de Rio Tinto

Chega de betão no centro de Rio Tinto!

O desenho e funcionalidade deste pedaço de cidade deve ser encarado como um desafio de futuro e a oportunidade para construir um espaço de eleição, de recreio e de lazer que transforme Rio Tinto numa cidade que ofereça mais felicidade aos seus habitantes.

Rio Tinto, 20 de Maio de 2010
Movimento em Defesa do Rio Tinto