sábado, 24 de setembro de 2011

Visita ao rio Tinto

Conforme estava anunciado, promovida pelo Movimento em Defesa do Rio Tinto, realizou-se, hoje, 24 de Setembro, mais uma visita ao rio Tinto.
A concentração fez-se junto do Centro de Saúde e reuniu cerca de meia centena de pessoas, de várias gerações.
Carlos Duarte, em nome do Movimento saudou os presentes e enquadrou mais esta actividade.

Pedro Teiga, docente e investigador universitário, Coordenador do Projecto Rios, esteve connosco mais uma vez, ciceronando a visita.
Mesmo  ao lado do ponto de partida, havia bastante que ver, pois ali decorreram obras para remediar os estragos das cheias de Dezembro de 2009. E o que ali observámos deixou-nos muitas inquietações e muitas dúvidas que gostaríamos de ver esclarecidas.
Desde já, o leito do rio, aparece atapetado de pedras, numa espécie de calçada romana, que é tudo menos natural.
Por outro lado, a antiga e enblemática levada foi substituída por uma inestético amontoado de pedras unidas por cimento, correndo o rio, imagine-se, por baixo....



Aqui e ali íamos parando, para observar novos aspectos.

Mais adiante, parámos junto da ETAR de Rio Tinto, que em vez de ser uma solução que deveria despoluir o rio, pelo contrário, contribui para agravar os seus males.
Observe-se esta foto que mostra a coloração das águas depois de receberem as descargas da ETAR para comprovar, mais uma vez, o grave problema que ali está por resolver.
Pelo caminho vamos recolhendo imagens de diversos maus tratos que o rio tem acumulando ao longos dos anos.
A visita terminou junto do nóvel Parque da Cidade do Porto, em construção, onde amplas zonas verdes estão a cohabitar com um rio poluído , o que é um extravagante e básico contrasenso.


Terminada a visita, que, para muitos dos participantes constituiu um primeiro contacto com a vasta problemática que envolve este bem natural que urge defender, era, para todos nítida a conciência de que é necessário actuar , de que é amplamente justificável a pressão junto dos decisores políticos para que se inverta o marasmo e o abandono a que continua votado o nosso rio.
Tão relevantes são estes problemas que se impõe que, em tempo oportuno, aqui voltemos a eles, com mais detalhe.
Um bem haja do Move RioTinto a todos quantos dedicaram uma manhã de Sábado para estarem mais próximos do nosso rio.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Visita ao rio Tinto

 Dia 24 de setembro, sábado, o Movimento em Defesa do Rio Tinto promove uma visita, para que se possa ver "in loco" o estado deste curso de água e se debaterem propostas de solução para os problemas encontrados.
 Não fique em casa. Apareça às 9.30 em frente ao Centro de Saúde de Rio Tinto.
 O guia da visita é o coordenador do Projeto Rios, Pedro Teiga.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Visita ao Rio Tinto

Mais uma oportunidade para vermos realidades e debatermos propostas de soluções

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Banhos perigosos no Douro devido aos níveis de poluição

Com o título em epígrafe, publicava o Jornal de Notícias na sua edição do passado domingo, 17 de Julho, um artigo em que se dava conta dos alertas do hidrobiólogo Adriano Bordalo e Sá.
De acordo com aquele investigador do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, 53% da Península Ibérica está a drenar para o território português através do rio Douro. A poluição tem como origem a agricultura espanhola e os esgotos urbanos portugueses.
"Quando o Douro entra em Portugal apresenta-se muito poluído de nitratos e fosfatos provenientes da actividade agrícola intensiva nomeadamente em 500 mil hectares de regadio em Espanha. Mas, na parte portuguesa, o principal problema é a poluição fecal, já que, ao contrário do que determinam as directivas europeias, muitas das nossas povoações continuam a drenar as suas águas residuais para o rio Douro ou através dos afluentes".
Mais adiante a notícia aponta mais um dado:à medida que nos deslocamos desde a entrada das águas em Portugal para a foz do rio, a poluição por esgotos vai aumentando progressivamente.A principal preocupação continua a residir junto ao estuário, onde está concentrado o grosso da população.

Aliás, já em Junho de 2006, Adriano Bordalo e Sá tinha divulgado, no acto de constituição do Movimento na JF Rio Tinto, parte das conclusões da 1ª Fase de Avaliação da Qualidade da Água no Estuário do Douro,projecto de investigação em que colaborou, aí constando, preto no branco, que:
1) a qualidade da água é influenciada pelo caudal e regime de marés;
2) o estuário apresenta um nível de contaminação fecal elevado;  
3) a contaminação é maior no estuário médio e inferior, ou seja, do Freixo para a barra.

Adiantava um número de prevalência de coliformes fecais assustador: cerca de duzentas vezes superior ao admíssivel legalmente.
Os níveis de contaminação fecal na água foram, no estuário médio e inferior, e continuam a estar bastante acima do que se pode permitir para águas balneares, piorando em direcção à foz. De salientar o facto de se manter sem resolução a poluição do rio Tinto, com a drenagem do efluente da ETAR de Rio Tinto no rio e a jusante desta, com sucessivas descargas de esgoto, confirmando que um dos principais problemas de poluição do estuário continua a estar ligado a essas descargas, oriundas de linhas de água que substituem o saneamento básico e o tratamento adequado dos esgotos urbanos.

Estas preocupantes notícias comprovam a necessidade de continuarmos a nossa luta em prol da resolução eficaz dos problemas que a incúria, a inacção, o desinteresse de variados responsáveis, vão mantendo, interferindo, gravosamente, na qualidade do nosso património natural e na qualidade de vida dos cidadãos.

notícia completa (clicar sobre a imagem para a aumentar)