quarta-feira, 9 de novembro de 2011

RIO TINTO - contributo das linhas d'água para a biodiversidade

No passado dia 28 de outubro na Exponor, foram apresentadas as conclusões resultantes do projecto "RIO TINTO - contributo das linhas d'água para a biodiversidade" desenvolvido por alunos da Escola Secundária de Rio Tinto, com a orientação dos professores Natália Ferreira, Márcia Pacheco e Miguel Viveiros e apoiado pela fundação Ilidio de Pinho, no âmbito do Programa Ciência na Escola.
No desenvolvimento deste projecto foram, designadamente, efectuadas análises às águas do rio Tinto.
Aqui deixamos uma palavra de louvor a estes alunos e a estas professoras que demonstram estar atentos e acarinhar a ideia de conhecer mais profundamente o ambiente próximo, primeiro passo no sentido da sua preservação e requalificação.
Assim se mostra que nas escolas existe trabalho muito positivo em torno das questões ambientais, facto que o Movimento em Defesa do Rio Tinto muito enaltece, sabendo que é de importância fundamental depositar nas novas gerações as sementes de um mundo melhor e mais limpo que todos devemos querer ver concretizado.

sábado, 5 de novembro de 2011

Visita aos moinhos

Conforme estava anunciado, realizou-se hoje uma visita ao que resta de alguns dos moinhos que funcionaram, em tempos, no rio Tinto.
A concentração fez-se junto da Casa da Juventude na Quinta das Freiras. Reunimos cerca de meia centena de participantes.
A primeira paragem aconteceu junto das ruinas de um belo moinho, anexo à Ribeira da Castanheira,junto da linha ferroviária, que poderá estar perto do bicentenário.

Logo adiante, vimos os restos de uma azenha que ali permitia, em tempos, a rega de terrenos de cultivo.
Mas esta peça do património associado ao rio está seriamente ameaçada. Para lá do estado de abandono presente, a continuar a deposição de entulhos ali no final de uma estrada inacabada que pretende ligar uma rotunda da Estrada Nova ao Parque Nascente, o que resta da azenha será sepultado.
Dali, fomos para a zona da Levada, passando junto da nova linha do Metro. Segundo memórias de participantes menos jovens, ali houve também um moinho.
Parámos por alguns minutos, junto do Moinho da Vitória (assim denominado por ser esse o nome de uma antiga moleira e também de uma sua filha, que ali habitaram).

O Senhor António, que vive actualmente neste moinho, recordou tempos idos, em que havia por ali "11 mós" que moiam milho e centeio.
Ao todo, naquela zona, teriam trabalhado cerca de 7 engenhos.
Referiu-se também às recentes obras que foram efectuadas na sequência das cheias de 2009 e que conduziram à construção de um arremedo de levada, junto da sua pequena horta, que, nos últimos dias, por acção de chuvas mais fortes está a desmoronar-se. "Eu bem os avisei", diz, indignado este habitante, velho conhecer do rio. (havemos de voltar a este triste assunto).
A caminho do final da visita, ainda nos deparámos com mais uma avaria no colector que conduz esgotos para a malfadada ETAR de Rio Tinto , situação que estava a ser alvo de intervenção de uma brigada da Águas de Gondomar.Uma motobomba retirava efluentes da conduta e vertia-os no rio.

O final desta acção decorreu junto de um antigo núcleo habitacional ribeirinho, hoje de todo abandonado e degradado, onde o Arquitecto Mário Mesquita teceu algumas pertinentes considerações acerca dos modelos de cidade que pretendemos e que devem incluir o património natural, posto ao serviço dos cidadãos.
Declarou-se contrário à "musealização" do rio e referiu a necessidade de se ouvirem as pessoas, num processo colectivo de discussão com vista à obtenção das melhores soluções de ordenamento dos territórios.
No final de mais esta acção, Carlos Duarte e Fernando Garrido, em nome do Movimento em Defesa do Rio Tinto que a promoveu, teceram algumas considerações, designadamente em torno de uma proposta entretanto ali surgida, de se constituir um grupo de trabalho que proceda à inventariação do património municipal.
Depois de se agradecer a presença dos amigos do rio que participaram na visita, foram referidas outras iniciativas que estão em curso.
Até breve!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Visita aos moinhos


Vamos visitar peças do património associado ao rio que dá nome à cidade de Rio Tinto que urge recuperar para que uma parte importante da nossa memória colectiva não se perca definitivamente


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Acções adiadas e Visita aos moinhos

Por imprevistos de última hora, relacionados com razões de ordem técnica e organizacional, as acções relacionadas com a ETAR de Rio Tinto, previstas para os próximos dias 2 e 3, ficam adiadas para data a comunicar posteriormente.

Entretanto mantém-se, para o próximo sábado, a visita aos moinhos, tendo em vista a observação de peças do património associado ao rio Tinto, de valor inestimável, e que urge recuperar e conservar.