sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Um exemplo aqui tão perto


É hoje inaugurado o Parque da Devesa em Famalicão, concretização de um projeto que partiu da iniciativa da respetiva Câmara Municipal, com a participação de parceiros locais e financiamentos de verbas comunitárias. Trata-se de um espaço verde público de 23 hectares dotado de diversos equipamentos entre os quais se destacam um anfiteatro natural com 3000 lugares sentados, um moinho reconstruído e a chamada Casa do Território que acolherá os serviços educativos de apoio à interpretação do Parque.
Por motivos óbvios merece o nosso particular enlevo o facto do Parque da Devesa ser atravessado pelo rio Pelhe, um curso de água que esteve escondido do olhar dos famalicenses  e que sofreu uma profunda requalificação e despoluição, tendo ganho, com esta intervenção, um  lago artificial e várias cascatas.
Esta notícia vem demonstrar que é possível, em vez de investir em mais betão, em vez de ignorar as riquezas naturais que as localidades possuem, em vez de destruir ou atacar o património natural, apostar na criação de espaços postos ao serviços da comunidade e que melhoram decisivamente a qualidade de vida dos cidadãos.

Não são, pois, utópicos os apelos que o nosso Movimento tem lançado no sentido da reabilitação do nosso rio, da recuperação de peças importantes do nosso património construído, da construção de um parque natural no centro cívico de Rio Tinto, prolongando a Quinta das Freiras, tornada um pólo centralizador de uma nova visão para este local que poderia e deveria ser um emblema verde da cidade.

Assim haja vontade política e verdadeira vontade de servir as populações e as "utopias" passam a ser realidade.
Seria bastante útil que a Câmara Municipal de Gondomar pudesse ler com atenção esta notícia e refletir sobre a sua própria inatividade na área ambiental.
Para conhecer mais pormenores deste parque, clique aqui.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Projeto de Impacto e Recuperação da Paisagem para a Zona da Levada

O curso de  arquitetura paisagista da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto estudou, durante mais de um ano e meio, as amplas características do território da bacia hidrográfica do Rio Tinto e do Rio Torto.
Um desses grupos de futuros arquitetos enviou-nos recentemente um estudo e uma proposta elaborados para uma  intervenção denominada  Projeto de Impacto e Recuperaçao da Paisagem para a zona da Levada. O desfecho é uma recuperação para o rio Tinto e a ribeira da Castanheira, no sentido de transformar este local num parque público junto ao metro, acrescentando as soluções técnicas necessárias para tornar as linhas de água mais saudáveis e mais aprazíveis e de fruição para habitantes e visitantes do rio Tinto.
Do Estudo Prévio resulta um determinado conceito e uma proposta audaciosa que transcende e questiona  as soluções “tradicionais”... e a finalidade daqueles espaços. Por si só o projecto provoca, relança uma ideia e decifra uma realidade totalmente nova. E mais, a urgência apontada responsabiliza-nos a assumir definitivamente que ou se corrige a situação atual ou teremos a destruição irreversível de áreas naturais sensíveis.
Não é possível transformar a realidade sem ter a plena consciência dos atos e das possibilidades futuras a que este projecto nos incita, o qual traduz  expectativas de inquéritos realizados junto da comunidade, que apontam  para a existência de um Parque Urbano (de resto consignado no PDM), em harmonia com o rio Tinto, no centro da cidade.
Da parte do jovem grupo de futuros arquitetos foi endereçada ao Movimento a mensagem: “Significaria muito para nós podermos ajudar-vos, agora que o trabalho foi realizado e não teremos problema nenhum em reformular espaços com a vossa participação. Contem com a nossa disponibilidade para traçar o objectivo de requalificar a Levada!”
Da parte da população, parece não restarem dúvidas sobre o que há a fazer. Da nossa parte um grande bem hajam, o nosso apoio e incentivo e os nossos parabéns.
Agora…, estarão as entidades de decisão politica e administrativa abertas a uma extraordinária transformação daquele espaço considerando e valorizando o rio Tinto?

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Despoluir o rio Tinto e elegê-lo como “âncora” e elemento natural que dará nova vida ao território: um Corredor Verde desde Quinta das Freiras até à Foz

Em 2006, o Movimento defendia “o aproveitamento e recuperação de elementos patrimoniais ligados ao rio, como por exemplo o Moinho da Vitória na Levada e o aglomerado ribeirinho junto ao Horto de Vila Cova criando um Centro de Interpretação Ambiental, no qual os mais jovens pudessem aprender a história e compreender a cultura”. Logo a seguir no âmbito do projecto 50 Espaços Verdes proposto pela associação ambiental Campo Aberto, foi identificada uma considerável área a juzante da Quinta das Freiras (em Rio Tinto), como área em perigo e a proteger, ou seja, a importante zona de confluência do rio Tinto e da ribeira da Castanheira, de paisagem verde e rural com significado e com vários elementos patrimoniais e para a qual havia diversas propostas. A bacia do rio Tinto integra ainda o Parque Oriental da cidade do Porto.
À margem destas ideias, a CMG insiste em dar máxima capacidade construtiva a muitos dos espaços verdes e zonas  sensíveis de alagamento junto ao rio e ribeiras. Por isso, é a chegada a altura de promover, com todas as entidades gestoras e as populações, uma ligação através de um corredor verde, desde a zona contígua à Quinta das Freiras até ao Parque Oriental e à foz dos rios Tinto/Torto. As margens do rio ainda "escondem" enormes potencialidades, que obrigam a considerar a criação de um verdadeiro espaço de recreio e lazer intermunicipal unido pelo rio Tinto.
O Movimento em Defesa do Rio Tinto continuará comprometido na promoção e na mobilização para melhorar o ambiente, a biodiversidade e garantir o futuro do rio Tinto.
Mais informações : http://www.50espacos.campoaberto.org/espacos/lista/fichas/gondomar/rio_tinto/13/delimitacao.html

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Agosto... E depois?

Agosto é o mês anunciado para a conclusão das obras da intervenção na ETAR do rio Tinto.Assim o disse o Governo, através do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território. Acrescentando que "após a conclusão da remodelação será avaliada a eficiência da ETAR e a implementação de eventuais medidas adicionais." Ou seja, depois da obra feita é que se saberá se foi bem feita...
Agosto está aqui. No fim do mês ver-se-à, então, se a remodelação foi "eficiente". Para nós, a eficiência terá de ser avaliada, entre outros parâmetros, pela decisiva melhoria da qualidade dos efluentes lançados a juzante da ETAR, no rio Tinto. Até agora, nenhuma boa novidade a registar.
Depois de Agosto? Veremos...