segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ribeira da Castanheira em estado lamentável

A ribeira da Castanheira, afluente do rio Tinto que conflui com este junto da estação de Metro da Levada, tem desde há muito, sofrido atentados mais ou menos graves, entre os quais se destacam a rotura de coletores de esgotos que, por isso, ficam a lançar dejetos na linha de água.
Nas últimas semanas, porque tem havido mais chuvas e porque as caixas e tubagem se vão desgastando com o decorrer do tempo, os acidentes tem sido constantes. A imagem que se segue, recolhida ontem na margem da ribeira, reporta mais uma destas lamentáveis ocorrências.

Vamos alertando as entidades competentes para essas ocorrências, registam-se ações pontuais de remedeio das situações, mas o que é certo é que elas se vão repetindo. É que há um problema de fundo que irá persistir pois, a nosso ver, a colocação de coletores de esgotos nas linhas de água ou junto das suas margens é um erro estrutural que terá mais tarde ou mais cedo, sérias consequências na contaminação das águas.
Mais uma vez alertamos as entidades responsáveis esperando ações rápidas e eficazes na correção e na prevenção destes tão lamentáveis casos.

domingo, 10 de novembro de 2013

Inventariação de estruturas patrimoniais

Conforme aqui já temos referido, o nosso Movimento está empenhado em contribuir para a inventariação de estruturas patrimoniais que existem ou tenham existido no âmbito da bacia hidrográfica do rio Tinto.
Com efeito, da luta em prol de um rio devolvido à fruição das populações, para além da sua despoluição, faz parte a recuperação de património construído por atividades humanas que pode e deve ser, na medida do possível, recuperado e transformado em espaços de lazer ou de informação/formação. Tudo isto porque consideramos que manter vivas as memórias de um povo é uma das mais eficientes formas de combater a desumanização a que infelizmente vamos assistindo nas nossas sociedades.
Neste contexto, temos contactado entidades oficiais no sentido de podermos reunir documentação eventualmente existente e que de algum modo reporte peças do referido património. Mas, nós próprios, até porque vão chegando ao Movimento amigos que dispõem de formação e experiência específicas nesta área, temos procedido a ações de recolha que vão integrar o acervo que pretendemos constituir.
Assim, ontem estivemos na zona do rio compreendida entre o campo de futebol do Atlético de Rio Tinto e a Campainha a recolher mais material que corresponde aos propósitos enunciados.
No próximo sábado, a partir das 9h30, com concentração junto da estação de Metro da Campainha, iremos cobrir mais um troço.
Renovamos, entretanto, o convite para que os amigos do rio que disponham de dados, materiais, memórias que se integrem nesta inventariação a que estamos a proceder, que entrem em contacto com o Movimento, através das várias possibilidades disponíveis.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Caminhada ETAR - foz do rio Tinto

Conforme o previsto, a caminhada entre a ETAR  e a foz do rio Tinto decorreu na manhã de domingo.
Meia centena de pessoas, durante os cerca de cinco quilómetros do percurso, descobriram com agrado valiosos elementos do património natural que o vale do rio Tinto possui. 
Começamos pela ETAR do Meiral (em Rio Tinto) que com mais ou menos cosmética cont
inua a revelar-se infraestrutura incapaz de tratar o efluente que diariamente é rejeitado no rio.
A manhã serviu para anotar o essencial dos elementos patrimoniais, do estado pouco cuidado do Parque Oriental do Porto, de como o rio e as cheias vão modelando o novos territórios, de como as árvores plantadas enraízam a sustentação de margens e, para surpresa de muitos, descobrir os recantos naturais, os caminhos, a vegetação, as aves, uma paisagem perdida, aqui às nossas portas.
E a poluição... que não é só a da ETAR do Meiral. Várias linhas de água, as ribeiras de Cartes, de Bonjóia, de Campanhã, apresentam melhorias, mas a prova das ligações ilegais e de carga orgânica está bem presente em vários troços do rio.
Se nos ficarmos pelos problemas complexos apetece desistir. Mas quando se percorre o rio, todo o seu potencial ambiental e patrimonial, somos empurrados para um conjunto de importantes questões. Por que não se enfrenta a poluição? Por que não se reabilitam as margens e as mais diversas estruturas fluviais? Por que não se mostra tudo isto ao comum dos mortais? Se outros o fazem por que não o fazemos nós?
Os presentes, ficaram mais conhecedores, mas também mais responsabilizados em difundir a ideia de que o rio Tinto tem futuro. 
Aqui ficam algumas imagens ilustrativas de mais esta iniciativa do Movimento em Defesa do Rio Tinto. 
 

sábado, 19 de outubro de 2013

Caminhada ETAR- Foz

CAMINHADA
DA ETAR (de Rio Tinto) ATÉ À FOZ
27 de outubro | 9:30 horas

É, na realidade, um regresso ao rio.
Vamos percorrer desde a ETAR do Meiral (em Rio Tinto) até à sua foz no rio Douro junto à ponte do Freixo, um território para muitos desconhecido, para outros esquecido, que pertencendo à cidade do Porto, lhe tem sido alheio, e como tal tratado.
O que propomos para a viagem dessa manhã ao vale do rio Tinto é ir ao encontro dos pequenos aglomerados habitacionais como Pêgo Negro ou Tirares, das amplas áreas arborizadas, zonas agrícolas, de pequenas hortas cultivadas, ovelhas a pastar, dos testemunhos de azenhas ou moinhos abandonados, das levadas e caminhos de água, alguns dos quais ainda em uso e do Parque Oriental da idade do Porto. E depois, a expectativa de um ambiente outonal, das com cores quentes características para apreciar e da plantação de 150 árvores que o grupo de reabilitação e conservação do rio Tinto adoptou em Azevedo no âmbito do Projecto Rios.
Não faltes a mais esta “viagem” num reencontro de companheiros e amigos do rio Tinto.

Programa:

 CONCENTRAÇÃO - Rua de Pego Nego com entrada pela Estrada da Circunvalação, junto ao 2248) – freguesia de Campanhã
PONTO DE ENCONTRO - Café “Tom de Rosa” - Pego Negro

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