quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

Parque Oriental parou no rio Tinto

Na sua edição de hoje, o Jornal de Notícias a propósito dos 20 anos do Parque da Cidade do Porto, publica um texto sugestivamente titulado “ Parque Oriental parou no rio Tinto”.
Nele é citado Sidónio Pardal, arquiteto que projetou estes parques :”O Parque Oriental não pode prosseguir enquanto não for despoluído o rio Tinto”.
No referido texto refere-se “o parque está no Porto e a poluição sai de Gondomar, o que dá ao problema dimensão intermunicipal”.
São depois referenciados os problemas que a ETAR de Rio Tinto acarreta para o rio. Designadamente, como tantas vezes temos alertado, dela se diz:”é um paradoxo;o rio está muito mais poluído a jusante do que a montante”.
Entretanto, registam-se as declarações do atual Presidente da Câmara Municipal de Gondomar segundo o qual lhe parece mais adequado, para resolver o problema da ETAR, “prolongar o emissário até à ETAR do Freixo(Porto) que tem capacidade para tal”. Esta é a solução que, desde há muito, o nosso Movimento tem repetidamente defendido, ou não possuindo a ETAR do Freixo capacidade para tal, o seu prolongamento até ao estuário do Douro. Aliás, a reportagem é ilustrada por uma foto em que o autarca observa o estado lamentável do rio junto da ETAR do Meiral, em iniciativa promovida pelo MoVe Rio Tinto e onde, mais uma vez, manifestámos, perante diversos candidatos às eleições autárquicas, as nossas posições sobre a problemática da poluição do nosso rio.
Esta notícia vem confirmar a justeza das nossas denúncias, mas, ao mesmo tempo, constitui um registo que responsabiliza, para memória futura, os decisores rsponsáveis que, tendo conhecimento dos dados do problema, podem e devem agir no sentido da sua resolução.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ribeira da Castanheira em estado lamentável

A ribeira da Castanheira, afluente do rio Tinto que conflui com este junto da estação de Metro da Levada, tem desde há muito, sofrido atentados mais ou menos graves, entre os quais se destacam a rotura de coletores de esgotos que, por isso, ficam a lançar dejetos na linha de água.
Nas últimas semanas, porque tem havido mais chuvas e porque as caixas e tubagem se vão desgastando com o decorrer do tempo, os acidentes tem sido constantes. A imagem que se segue, recolhida ontem na margem da ribeira, reporta mais uma destas lamentáveis ocorrências.

Vamos alertando as entidades competentes para essas ocorrências, registam-se ações pontuais de remedeio das situações, mas o que é certo é que elas se vão repetindo. É que há um problema de fundo que irá persistir pois, a nosso ver, a colocação de coletores de esgotos nas linhas de água ou junto das suas margens é um erro estrutural que terá mais tarde ou mais cedo, sérias consequências na contaminação das águas.
Mais uma vez alertamos as entidades responsáveis esperando ações rápidas e eficazes na correção e na prevenção destes tão lamentáveis casos.

domingo, 10 de novembro de 2013

Inventariação de estruturas patrimoniais

Conforme aqui já temos referido, o nosso Movimento está empenhado em contribuir para a inventariação de estruturas patrimoniais que existem ou tenham existido no âmbito da bacia hidrográfica do rio Tinto.
Com efeito, da luta em prol de um rio devolvido à fruição das populações, para além da sua despoluição, faz parte a recuperação de património construído por atividades humanas que pode e deve ser, na medida do possível, recuperado e transformado em espaços de lazer ou de informação/formação. Tudo isto porque consideramos que manter vivas as memórias de um povo é uma das mais eficientes formas de combater a desumanização a que infelizmente vamos assistindo nas nossas sociedades.
Neste contexto, temos contactado entidades oficiais no sentido de podermos reunir documentação eventualmente existente e que de algum modo reporte peças do referido património. Mas, nós próprios, até porque vão chegando ao Movimento amigos que dispõem de formação e experiência específicas nesta área, temos procedido a ações de recolha que vão integrar o acervo que pretendemos constituir.
Assim, ontem estivemos na zona do rio compreendida entre o campo de futebol do Atlético de Rio Tinto e a Campainha a recolher mais material que corresponde aos propósitos enunciados.
No próximo sábado, a partir das 9h30, com concentração junto da estação de Metro da Campainha, iremos cobrir mais um troço.
Renovamos, entretanto, o convite para que os amigos do rio que disponham de dados, materiais, memórias que se integrem nesta inventariação a que estamos a proceder, que entrem em contacto com o Movimento, através das várias possibilidades disponíveis.