Brevemente, divulgaremos mais pormenores.
sábado, 1 de março de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Defender a nascente do rio Tinto
A
convite do Bloco de Esquerda reunimos com dirigentes e autarcas de
Valongo e de Gondomar, a eurodeputada Alda Sousa e um representante
dos moradores da zona dos Montes da Costa, para se fazer o ponto de
situação quanto à anunciada permuta de terrenos aprovada no
anterior executivo municipal , entre a empresa Imosá (campo de
futebol do Ermesinde) e a CM Valongo através do equipamento verde
dos Montes da Costa, em Ermesinde, local onde se situa a nascente do
rio Tinto e para discutir a salvaguarda e valorização da nascente e
áreas circundantes.
Com
interesse conhecemos a resposta do Presidente da Câmara Municipal de
Valongo, transmitida por oficio de 6 de janeiro de 2014 às cerca de
oito centenas de moradores da zona dos Montes da Costa que se
insurgiram através de abaixo-assinado contra a permuta que não
chegou a ser firmado dentro do prazo “(…) a referida aprovação
da permuta de imóveis encontra-se caducada.” Consta ainda
dessa resposta que:
-
No PDM em vigor o local está classificado como Espaço de
Equipamentos, de interesse coletivo, de iniciativa pública ou
privada.
-
Na proposta de revisão em curso é mantida a classificação do
espaço e a salvaguarda do complexo Desportivo dos Montes da
Costa.
-
O município de Valongo tendo aderido ao projeto de “Monitorização
do rio Tinto” iniciativa da Lipor, tem em vista a salvaguarda e a
preservação da nascente do rio Tinto.
-
É intenção da CMV manter o lavadouro existente no local, “(…)
de forma a salvaguardar um espaço publico para usufruto das
populações e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.”
Considerando
o teor da informação globalmente positivo ao apontar para a
manutenção da classificação do local como Espaço de Equipamentos
de interesse coletivo, apresentamos sugestões de melhoria:
–
Encaminhar a água da
nascente pelo seu curso natural em vez do total encaminhamento para o
tanque de lavagem. O rio contaria sempre com água da sua nascente
natural.
–
Atuar para eliminar a
carga orgânica e poluente das linhas de água afluentes ao rio Tinto
como é o caso da linha de água a juzante do moinho na zona da
Palmilheira/Lipor (após a portagem da A4 – plena via).
– A
encosta que desde sempre reteve as águas da chuva e sustentou a
nascente foi carregada em duas décadas de construção.
Esta impermeabilização dos solos impede a infiltração das
chuvas e faz com que as águas corram à superfície causando danos
evitáveis.
Desde a nascente até à foz, precisamos de planeamento e ordenamento que não altere as dinâmicas naturais e permita uma qualidade da água para valorizar a paisagem e o rio Tinto.
Desde a nascente até à foz, precisamos de planeamento e ordenamento que não altere as dinâmicas naturais e permita uma qualidade da água para valorizar a paisagem e o rio Tinto.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
ETAR do Meiral a funcionar sem licença de descarga
Dois
anos depois, mais uns milhões gastos e uma gestão incapaz do
processo de remodelação da ETAR, a empresa
Águas de Gondomar nega o óbvio já que a estação do Meiral continua a ser um foco brutal de poluição, por não
tratar as águas residuais de origem doméstica da cidade de Rio
Tinto, em condições aceitáveis de as drenar no meio hídrico: rio
Tinto.
Ainda que o efluente estivesse dentro dos valores
admitidos pelo Decreto-Lei n.º 236/98, de 1 de Agosto de 1998,
aquela ETAR faz do rio um esgoto! A Lei é um problema que deve ser
revisto com urgência. Mas, mesmo assim,
para que serve uma Lei se não é cumprida?
A ETAR está a descarregar o esgoto sem
o devido tratamento!
A APA (ex-ARH-N) não renovou a licença. A AdG está, pois, em situação de ilegalidade. Perante este facto,que vão fazer as entidades públicas, o SEPNA da GNR, o Ministério do Ambiente, as Câmaras Municipais de Gondomar e do Porto, as autoridades de saúde pública?
A APA (ex-ARH-N) não renovou a licença. A AdG está, pois, em situação de ilegalidade. Perante este facto,que vão fazer as entidades públicas, o SEPNA da GNR, o Ministério do Ambiente, as Câmaras Municipais de Gondomar e do Porto, as autoridades de saúde pública?
A simples inspecção visual, não
deixa margem para dúvidas. As análises não
espelham a realidade. As entidades fiscalizadoras não agem.
Faltam meios e um sentido de maior exigência do interesse público.
Podem negar conhecimentos científicos
e técnicos disponíveis. Podem reduzir a zero argumentos pensados e
razoáveis que nenhuma pessoa inteligente deve ignorar. Podem gastar
o dinheiro de todos sem que se exija o reporte dos ganhos reais
obtidos. Podem conviver tranquilos com um efluente “carregado” a
correr livremente num parque verde, o Parque Oriental. Não podem
negar a realidade: A ETAR de Rio Tinto é um problema ambiental
grave!
Quando se discutem aplicações de fundos comunitários, uma solução pode minimizar os impactes e é urgente: ampliar a ETAR do Freixo, ou construir um emissário que conduza o efluente rigorosamente tratado no estuário do Douro.
Quando se discutem aplicações de fundos comunitários, uma solução pode minimizar os impactes e é urgente: ampliar a ETAR do Freixo, ou construir um emissário que conduza o efluente rigorosamente tratado no estuário do Douro.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Reunião com a APA
Decorreu no dia 5 de fevereiro a reunião requerida pelo MOVE RIO
TINTO com os representantes da Agência Portuguesa do Ambiente
(ex-Administração Regional Hidrográfica do Norte). Deixamos aqui
algumas notas da reunião:
- Os representantes da APA não tinham conhecimento das descargas
de esgoto não tratado realizadas em diferentes pontos das
instalações da ETAR do Meiral e divulgadas pelo MOVE ao longo do
mês de janeiro.
- A descarga direta do efluente não tratado na ETAR do Meiral,
verificado durante a última semana de dezembro de 2013, levou à
instauração de um processo de contraordenação à empresa Águas
de Gondomar.
- O tratamento secundário da ETAR do Meiral deixará de ser
realizado em Leitos Percoladores passando a ser efetuado num sistema
de Reatores Biológicos do tipo Sequencial.
- A ETAR do Meiral encontra-se a operar sem Licença de Utilização
dos Recursos Hídricos para Rejeição de Águas Residuais, desde 1
de janeiro de 2014.
- A APA irá continuar a monitorizar a atividade da ETAR do Meiral
além de ter assumido o papel de mobilização e de articulação
entre as diferentes entidades intervenientes na gestão do Rio Tinto
(Autarquias de Gondomar e Porto, Águas de Gondomar e Águas do
Porto) para a procura de soluções para os problemas associados ao
Rio Tinto.
- Finalmente foram facultados os resultados das análises
realizadas pela APA ao efluente tratado, bem como de algumas análises
realizadas pela Águas de Gondomar.Em breve daremos mas informações
sobre estes dados.
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