sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Mais um debate sobre o Centro Cívico de Rio Tinto

O Movimento em Defesa do Rio Tinto promove novo debate em que se dará a conhecer mais um projeto para  transformação futura do Centro Cívico da nossa cidade. 
Nesta iniciativa participarão os arquitetos paisagistas Ana Rita Lima, Rodrigo Barbosa e Alexandre Sá. A opinião de todos é muito importante.
Contamos com a sua presença no salão da Junta de Freguesia de Rio Tinto na próxima quarta feira.

sábado, 4 de outubro de 2014

MAIS BETÃO AQUI? NÃO!


ZERO DE BETÃO PARA O CENTRO CÍVICO DE RIO TINTO
Porque:
  • não pode ser de outro modo;
  • Rio Tinto já tem construção excessiva;
  • Rio Tinto não tem uma zona verde para a dimensão populacional que apresenta;
  • a recuperação do rio Tinto no centro da cidade é perfeitamente possível;
  • o aumento da qualidade de vida dos que cá moram é fundamental;
  • os riotintenses merecem que os decisores políticos não voltem a ter visões curtas.
Alguns comentários sobre o futuro centro cívico de Rio Tinto anunciado pelo executivo da Câmara Municipal de Gondomar através do jornal Vivacidade.
Zona A - Antigo terreno da feira de Rio Tinto
O atual executivo da CMG, e muito bem, rejeitou a construção das torres de habitação nesta zona. Mas a proposta para este espaço não vai de encontro a uma utilização permanente. A solução final tem que ser versátil e servir a população todos os dias do ano. Afinal trata-se de um dos terrenos mais nobres da freguesia. Um terreiro para efemérides pontuais não é suficiente, ainda que essa função possa, também, vir a ser atribuída a esse espaço.
Zona B - Espaço entre a linha de Metro e a Avenida do Rio
Genericamente deverá ser uma zona arborizada, naturalizada numa extensão máxima e potenciada pela ribeira da Castanheira e pelo rio Tinto. O desentubamento do rio Tinto não pode ser hipotecado. A Avenida do Rio pode e deve ser repensada e perder grande parte da largura que não necessita para a função que desempenha. O executivo da CMG parece ter deixado cair a ligação viária entre o Parque Nascente e a rotunda do Centro de Saúde. Esperamos que essa solução se venha a manter.
Zona C - Espaço entre os moinhos da Vitória e os moinhos de Vila Cova
Esta zona deve ser incluída no centro cívico, o potencial dos moinhos recuperados será inestimável para Rio Tinto.
Zona D - Zona superior à Avenida do Rio, conhecida como "Quinta do Cristóvão"
O executivo da CMG continua a defender propostas do passado, como a construção de um hotel e a construção de blocos para habitação. Esta solução não defende o interesse dos riotintenses. A naturalização e arborização dessa zona serão fundamentais para que o Parque do Centro Cívico assuma o potencial necessário para uma cidade que tem 50 000 habitantes. Havendo vontade política será possível reverter erros do passado e impedir a implantação de mais betão. A CMG não tem que partir de uma posição frágil para esta negociação. Historicamente esta zona era um espaço agrícola e deverá ser um espaço verde. Há claras alternativas à proposta apresentada pela CMG. É possível sonhar com um centro cívico que se adeque a uma cidade com a dimensão populacional como Rio Tinto. Contrapartidas e jogos de interesses não poderão hipotecar o futuro.

Movimento em Defesa do Rio Tinto

planta da proposta de centro cívico a que se refere o texto

domingo, 28 de setembro de 2014

Percurso pela história do Rio Tinto- nova data

Foto: Inscrições em: https://docs.google.com/forms/d/1QldIHODhOd2Wo8pc2hHCfQTXfDk7a9fRa6F3_Q4YvQk/viewform?usp=send_form
A ação com o arqueólogo e historiador Joel Cleto inicialmente prevista para Julho e então adiada devido a condições meteorológicas adversas vai realizar-se no dia 12 de Outubro. A concentração decorrerá na Quinta das Freiras, nas traseiras das piscinas municipais de Rio Tinto.
Nesta iniciativa, o responsável pelo programa "Os Caminhos da História" do Porto Canal, abordará, em diversos troços do rio, vários aspetos que têm a ver com o património de algum modo com ele relacionado.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Debate


Conforme o previsto, realizou-se ontem, na sede da Associação de São Bento das Pêras, o debate sobre o Centro Cívico de Rio Tinto, promovido pelo Movimento em Defesa do Rio Tinto.
Moderado pelo nosso companheiro Mário Jorge Santos, o debate teve uma intervenção inicial de Carlos Duarte Magalhães, que se referiu à necessidade de se dotar a cidade de Rio Tinto de uma centralidade moderna e ambientalmente correta o que implica um largo, participado e aprofundado debate. Falou, também, sobre o recentemente conhecido projeto da Câmara Municipal de Gondomar para o centro de Rio Tinto, designadamente com a construção de um parque urbano multifuncional nos terrenos onde funcionou o mercado municipal. Este projeto, que inviabiliza o plano de pormenor elaborado sobre a égide do anterior executivo camarário que previa, entre outras coisas, a edificação de quatro altas torres habitacionais nos referidos terrenos (algo a que o nosso Movimento se opôs frontal e vigorosamente), continua, entretanto, a prever a possibilidade construtiva numa zona vizinha da avenida do rio nas traseiras de Centro de Dia. Esta possibilidade, se concretizada, destruiria, definitivamente, um futuro desentubamento do nosso rio, objetivo de que, apesar de ser difícil de alcançar, não desistimos.
Seguidamente, tomou a palavra o Arquiteto Nelson Vidal, que apresentou um projeto académico em que participou, que previa diversas soluções urbanísticas para o centro cívico de Rio Tinto. Como pontos fortes deste projeto, figuram a devolução do mercado aos terrenos onde funcionou anteriormente e a criação de hortas urbanas, adjacentes à zona onde neste momento jaz, entubado, o Rio Tinto, como forma de renaturalizar as margens de um rio futuramente devolvido à luz do dia.
Seguiu-se um espaço de discussão aberto a todos os participantes, durante o qual foi possível confrontar diversas visões e soluções, nem sempre consensuais, sobre a temática em questão.
Oportunamente serão desenvolvidas outras atividades em que serão dados a conhecer outras propostas de intervenção nesta área.