Hoje de manhã, no Centro Cultural de Rio Tinto foi assinado o protocolo tendo em vista a candidatura do projeto de construção de um intersetor no nosso rio.
Este equipamento. que terá início junto do Centro de Saúde, permitirá conduzir efluentes poluidores, designadamente oriundos das ETARES do Meiral e Freixo até ao rio Douro.
Trata-se de uma solução que o Movimento em Defesa do Rio Tinto defendia há vários anos, já que o caudal médio do nosso rio não consegue receber, sem danos, águas residuais ainda contaminadas. No rio Douro, dado o enorme volume de águas que transporta esses efeitos poluidores são facilmente disseminados e diluídos de modo a tornarem-se quase impercetíveis.
No passado, quando defendíamos esta solução, fomos, com frequência confrontados com reticências, "impossibilidades", até mesmo com um certo sarcasmo, sendo apelidados de "irrealistas".
Mas, como agora se demonstra, tínhamos razão em insistir na construção deste intersetor.Aliás, durante a presente cerimónia, o papel determinante da nossa ação foi destacado e realçado pelos diversos intervenientes. Ainda bem que teimámos e que finalmente fomos ouvidos.
Pela nossa voz, o rio manifesta a sua satisfação pelo facto de ter sido possível chegar a um consenso entre as Câmaras de Gondomar e do Porto, a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) e ainda a Empresa de Águas do Município do Porto que permitiu avançar com esta candidatura, que envolve verbas superiores a 9 milhões de euros e que será sustentada em 85% por fundos comunitários sendo o restante pago pelas duas autarquias envolvidas.
A concretizar-se este equipamento permitirá uma considerável melhoria da qualidade das águas do rio Tinto que neste momento, como sublinhou o Ministro do Ambiente presente na cerimónia, é o mais degradado da região hidrográfica do norte.
Assim, estará dado um primeiro e decisivo passo no sentido da devolução do rio às populações. Mas muito mais há ainda a fazer como também foi dito pelas entidades presentes. Nomeadamente a eliminação de ligações de esgotos domésticos ao rio e monitorização e fiscalização permanentes de molde a evitarem-se novas agressões à qualidade deste bem natural.
Mas o facto de nos congratularmos com este "dia bom " para o rio e de saudarmos as entidades que finalmente se conjugaram para avançar com este importante projeto, não significa que deixemos de lado outras questões que reputamos como fundamentais, como. por exemplo, os erros que o novo Plano Diretor Municipal traz para a zona do Centro Cívico de Rio Tinto e que, ao dotar de capacidade construtiva terrenos que foram de reserva agrícola poderá inviabilizar de modo definitivo a reabilitação do troço do rio que corre perto e que foi sepultado por uma decisão condenável de contornos mais do que nebulosos assente em interesses imobiliários inconfessáveis.
Hoje manifestamos a nossa satisfação, mas continuaremos atentos.
Poderá ler aqui, uma reportagem mais desenvolvida da cerimónia que decorreu hoje.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Boas e más notícias
Boas notícias: a ribeira proveniente
da Maia já corre transparente. Como mais uma vez o rio Tinto não
vai ser ajudado, a natureza vai ter que corrigir o que o Homem
danificou. Como seria de esperar o rio Tinto, na Palmilheira, ainda
apresenta um aspeto deplorável. Aguardamos uma justificação para
o que sucedeu.
Estudos já divulgados indicam que esta
ribeira é um dos principais focos de poluição do rio Tinto ainda
em terras de Valongo. Este problema tem que ser resolvido de uma vez
por todas.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Mais um ataque ao rio Tinto
Há vários dias que o rio Tinto apresenta na zona central da cidade de
Rio Tinto uma invulgar carga orgânica e odores nauseabundos. Percorrido o seu leito em direção à nascente em Ermesinde, foi localizado como
ponto de descarga um tubo, no limite do Horto da Palmilheira (junto ao
apeadeiro da CP da Palmilheira) a lançar abundante esgoto doméstico
na linha de água que se junta logo a seguir, perto do moinho por detrás
do aterro da Lipor, ao rio Tinto. Publicamos algumas fotos que reportam a evidência da situação que aqui denunciamos.
Tendo em conta a gravidade da ocorrência, o nosso Movimento interveio junto de diversas entidades solicitando rápida atuação no sentido de serem implementadas soluções adequadas que eliminem de vez este tipo de ataques à qualidade do nosso rio.
Assim, foi dado conhecimento desta situação às seguintes entidades: SEPNA-GNR, Águas de Valongo, Câmara Municipal de Valongo, Agência Portuguesa do Ambiente, Junta de Freguesia de Ermesinde e Lipor.
ATUALIZAÇÃO
Tendo em conta a gravidade da ocorrência, o nosso Movimento interveio junto de diversas entidades solicitando rápida atuação no sentido de serem implementadas soluções adequadas que eliminem de vez este tipo de ataques à qualidade do nosso rio.
Assim, foi dado conhecimento desta situação às seguintes entidades: SEPNA-GNR, Águas de Valongo, Câmara Municipal de Valongo, Agência Portuguesa do Ambiente, Junta de Freguesia de Ermesinde e Lipor.
Pelas últimas informações recebidas a poluição no rio Tinto tem origem na Maia.
Já
em terras da Maia ficou claro de onde vem o foco de poluição que está a
atingir o rio Tinto, nas últimas semanas. Já entramos em contacto com a
Câmara da Maia e com SMAS-Maia. Aguardamos desenvolvimentos.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Gato Escondido com o rabo de fora na Assembleia Municipal de Gondomar
Tal como o esperado, no passado dia 29 de junho, a Assembleia Municipal de Gondomar aprovou o Plano Diretor Municipal (PDM). Tendo em conta as forças presentes, não seria de esperar outra coisa. Mas na verdade a notícia é outra: à última hora o Presidente da Assembleia retira da discussão o ponto referente à aquisição de dois terrenos no centro da cidade de Rio Tinto. Esta é uma história que não pode ser esquecida e que manchará o mandato de Marco Martins à frente da Câmara Municipal de Gondomar. Por um curioso acaso do destino, o Presidente da CMG propôs a aquisição de dois terrenos na zona do centro de Rio Tinto na mesma altura em que o PDM ia a caminho da Assembleia Municipal. O dono dos terrenos (Lar D’Ouro - Sociedade de Construções, Lda.) é também proprietário de um outro terreno no centro de Rio Tinto que por um “passe de mágica” ganhou capacidade construtiva, com a aprovação deste PDM. Enfim, gato escondido com o rabo de fora. Vamos aos pormenores. Na proposta do PDM, colocada à discussão pública, a 15 de maio passado, o terreno da chamada “Quinta do Cristóvão” foi proposto como zona verde de enquadramento. Esta proposta foi vista como positiva pelo Movimento em Defesa do Rio Tinto. Ao longo dos últimos anos temo-nos batido para que o centro da cidade de Rio Tinto não seja alvo de mais construção. Na reunião de discussão pública da proposta do PDM, realizada na Junta de Freguesia de Rio Tinto, ficou claro, pela voz do Vice-presidente da CMG que afinal a classificação deste terreno poderia mudar radicalmente. Infelizmente, foi isso mesmo que aconteceu. Um terreno que, antes deste PDM, fazia parte da Reserva Agrícola Nacional passou de um momento para o outro a ter elevada capacidade de construção. Com esta opção infundamentada perde-se a possibilidade de desentubar, no futuro, o rio no centro da cidade. Algo semelhante sucedeu a um dos terrenos da Avenida Sá Carneiro, que ladeia a estrada de acesso ao Quartel dos Bombeiros. Na proposta colocada à discussão pública, a 15 de maio passado, foi apresentada como zona verde de enquadramento. Infelizmente, o verde da proposta transforma-se agora numa zona com capacidade de construção. Num volte-face, com contornos muito nebulosos e que faz renascer fantasmas do passado recente, a CMG dá capacidade construtiva a dois terrenos no centro da cidade de Rio Tinto. Não temos dúvidas, Gondomar continua a ser palco de jogos de interesses, que em nada contribuem para um futuro melhor deste concelho. Não vemos nada de transparente neste processo que, claramente, envolve personagens de um passado recente com os atuais líderes autárquicos. Gondomar e Rio Tinto não merecem isto. Quem fica a ganhar com a alteração? Os Riotintenses de certeza que não. Afinal o centro da cidade de Rio Tinto vai ter muito mais betão. Marco Martins faz um recuo estratégico e retirou a proposta de aquisição dos terrenos do centro cívico do Rio Tinto. A inabilidade política fez-lhe juntar na mesma semana a aquisição de terrenos com a aprovação do PDM. Mas de certeza que não mudou de ideias e que tudo já foi tratado nos corredores do poder. Vamos manter-nos atentos a este assunto. O adiamento da aprovação desta compra não vai branquear o que aconteceu.
Movimento em Defesa do Rio Tinto
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