domingo, 18 de abril de 2010

Fomos mais de 400 a caminhar

Conforme estava previsto, concentrámo-nos na Praceta do Parque Nascente

Muitos participantes escreveram mensagens que faremos chegar a entidades que podem e devem intervir na defesa do rio.
A Patrícia Neto, em nome do Movimento, leu a intervenção inicial
Ao grande amigo do nosso rio, Engº Pedro Teiga, num acto de singela mas simbólica homenagem, foi oferecido um estojo com uma colher retirada do rio Tinto, durante um das acções de limpeza em que ele participou.
E fizemo-nos ao caminho
Enchemos ruas
Caminhámos junto às margens de uma zona onde se mantêm visíveis os resultados das cheias de finais de Dezembro

Aqui havia a cascata, um dos ícones mais queridos do rio. E um pontão... Nada resta...
Passados quatro meses, ainda está tudo assim... Até quando? Quem está à espera? De quê?
Observando os danos junto ao Centro de Saúde de Rio Tinto, onde o rio tem cada vez menos saúde, já que um emissário de saneamento partido durante as cheias, continua, dia e noite, a lançar detritos directamente para as águas.

Uma paragem para os habituais exercícios de relaxamento propostos pelo Pedro Teiga
Passando por uma das frentes das obras do Metro. Aqui por baixo, corre o rio, sepultado em tubo e betão
Na zona das Perlinhas. Aqui, os carris do metro vão passar novamente sobre o rio, que aqui foi alvo de um novo entubamento, com o comprimento  de cerca de 60 metros (quem disse "nem mais um centímetro será entubado..." ?)
De onde a onde, o Pedro Teiga explica o que se passa
Já perto do final, passando ao lado de mais uma frente de obra do Metro. Nesta Caminhada vimos mais betão e ferro do que rio. Porquê???

Última paragem na Caminhada. Ao lado da Ribeira da Castanheira. Aqui existe uma oportunidade única de se devolver o rio ao leito natural. A Metro do Porto admite ser tecnicamente possível desentubar, neste local, uma parte do rio. Assim haja vontade política para se agir, minorando um erro trágico que hoje ninguém quer assumir e já ninguém aparece a defender.
E chegámos ao fim da 4ª Caminhada. Fatigados, certamente, mas determinados em prosseguirmos a luta. Com redobrado ânimo e determinação.
Como dissemos na intervenção inicial:
"Sabemos que, para muitos, continuamos a ser incómodos. Mas, se pactuássemos, se nos conformássemos, estaríamos a trair o nosso compromisso com a defesa deste património natural que atravessou gerações e que nos cabe preservar e defender.
Se abandonássemos a luta, deixaríamos sossegados alguns responsáveis que poderiam continuar sentados,inactivos
"
Continuaremos, pois!

5 comentários:

Carlos Duarte Magalhães disse...

Olá pessoal, cansaditos????
Lamento, mas não podemos ainda mudar o nome do Movimento, fazer umas tainadas e desfrutar tão cedo do rio. Continua a fazer sentido a palavra “Defesa”.
1)Vi rostos de desalento e expressões de indignação pela destruição e incúria. Duas ou três pessoas, e também a minha mãe…, interpelaram-me mesmo, sobre se as caminhadas, as limpezas e outros alertas, valem o trabalho, quando “não há olhos, nem ouvidos…”.
2)Temos (todos) de aproveitar esta oportunidade para reabilitar o rio. Os políticos não podem trair esta expectativa e devem executá-la em respeito pelo património natural e histórico, como obrigação imprescindível para com os Riotintenses.
3)São legítimas as dúvidas quanto à seriedade dos principais responsáveis. Mas como referimos na comunicação “…é tempo de não continuar a iludir o essencial. Se estão verdadeiramente com o rio e têm a capacidade de poder intervir, então, têm mesmo de o demonstrar com acções e decisões que alterem o estado de coisas”.

Quero exprimir e agradecer a todos em nome do Movimento a presença na Caminhada, e, o apoio esperança e optimismo que ao longo do ano, vêm dando ao rio Tinto,

Para a dúzia de amigos que compõe o grupo de coordenação, gente empenhada e apaixonada que tendo tomado consciência deste desafio têm mantido viva a ideia da promoção do rio e da sua condição como factor de valorização da cidade, "abreijos". Além da amizade pessoal fortificada, tenho aprendido com todos vós.

C. Duarte

Eugénia disse...

O que nos move?
Move-nos a esperança, a resistência, pois continuamos à espera dos ditos "Projectos de Requalificação" para este bem precioso.
Para todos aqueles qua ainda acreditam que um novo mundo é possível, dedico-vos um poema de Sebatião da Gama - Pelo Sonho é que Vamos

Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.

Anónimo disse...

Precisamos de gente com ideias e séria nos orgãos de poder e não de ignorantes e bacocos que "assistem" ao saque deste rio.

Adérito Machado disse...

Parabéns por mais esta iniciativa, promovida pelo Movimento em Defesa do Rio Tinto.
Esta foi a quarta vez que participei na Caminhada, com a mesma convicção com que o fiz na primeira.
Mais uma vez a participação foi boa, estiveram presentes pessoas que participaram pela primeira vez, que quiseram ver com os seus próprios olhos, aquilo que de vez em quando é noticiado pela imprensa, pena é que muitas vezes as notícias sejam para falar de assuntos negativos, como foram as cheias de 21 de Dezembro.
Lá virá o dia em que as boas notícias irão chegar, anunciarão que o rio Tinto está a ser despoluído e requalificado e as suas margens serão postas à disposição da população, mas para isso é preciso continuar a lutar, a insistir e a exigir que as várias entidades envolvidas, passem dos prometidos projectos do rio, para a realidade, ou seja, comecem a mostrar obra e deixar este “ping-pong” de responsabilizar quem mais lhes interessa em cada momento...
Lamentável foi a ausência dos responsáveis das autarquias, tanto da Junta de Freguesia, como da Câmara Municipal.... se estivéssemos em ano de eleições, tenho a certeza que estariam presentes, tal como aconteceu no ano transacto ...e anteriores, em que nem um falhou e sempre na linha da frente, lembram-se? Eu lembro-me como se fosse hoje.
A cidade de Rio Tinto e o seu rio mereciam a solidariedade de todos, tal como acontece quando há catástrofes em qualquer outra parte do Pais e do mundo.

Adelaide Vieira disse...

Caros amigos, não desanimem!!!
Este processo não é muito diferente do que se passa no país em que gente sem qualificações (mas eleitos pelo povo) andam convencidos (outros nem tanto... governam-se)de que têm razão.
Comprendo que a vossa/minha mensagem seja dificil de passar e que os olhos só estejam vidrados no metro, escondendo, pelo "brilho" desta obra os efeitos nefastos de algumas soluções, que tendes, e muito bem denunciado. É uma vergonha para o Min. do (des)Ambiente
Vi "dor" nos rostos dos caminhantes e não podia estar mais de acordo com a mensagem do jovem Engº Teiga, "o que aconteceu deve ser uma oportunidade...". Os Riotintenses andam ocupados com o raio da vida. Mas os que respondem administrativa e politicamente por Rio Tinto, foram eleitos e são pagos!!! para garantir e defender o melhor para a cidade. Diz o povo, que não adianta espremer limão que deu sumo. Quanto ao rio Tinto, o sumo nem vê-lo... a não ser nos bolsos de alguns ou no ego saloio de um jovensinho que apesar de ser jovem "nem quer, nem sai de cima..."
Não mereciamos melhor?
Arre!!!!!!!

Já agora, um bom 25 Abril!

De uma v/ apoiante. Beijos!
Adelaide Vieira