quinta-feira, 26 de março de 2009

Terceira Caminhada - Depoimentos 6



Em defesa do Rio Tinto


O rio Tinto corre por vezes entre os campos de lavoura, onde aparecem ainda, ao longo da sua margem, algumas ruínas de velhos moinhos (que já só os mais idosos se lembram de ver funcionar); a paisagem verde, nesta zona de campos, é agradável aos olhos e apetece até calcorreá-la, em passeio relaxante. Mas a realidade mostra-nos que a degradação do rio e das suas margens não permitirão esses projectos de passeios.
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Longe vão os tempos em que os moinhos funcionavam, moendo a farinha de milho que era a matéria-prima de delicioso pão caseiro, que os lavradores continuavam a confeccionar com a sabedoria dos seus ancestrais. Hoje isso não seria possível por vários factores de modernidade, mas sobretudo pela poluição da água que torna impossível essa actividade transformadora.
Já os alunos das escolas se têm pronunciado denunciando tais factos; outros movimentos têm alertado para a questão, tem havido marchas de sensibilização para estes problemas do Rio, e até acções de limpeza, por pessoas intervenientes e interessadas, na alteração deste estado de coisas.
Bom era que a autarquia reparasse neste esforço e encabeçasse os projectos necessários para a alteração desta realidade.
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Todos teríamos a ganhar se a consciência cívica encontrasse eco em quem tem a força suficiente para avançar com projectos de melhoramento reais, construindo parques, zonas de lazer com jardins, o que passa obrigatoriamente e pela despoluição do Rio Tinto.


Adelaide Sousa (Professora Aposentada)


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1 comentário:

Fernando Soares disse...

Pois bem, senhora professora.

Nasci em Rio Tinto, mas vivo em Ermesinde (perto da nascente do rio) e contam-me, e leio, e fico contente!, que a CMV está a ganhar a luta pela recuperação do rio Leça.

Até são do mesmo partido (CMG e CMV), mas pergunto:
- Com essa gente do Movimento a querer fazer coisas, disponível e a meter "as mãos na massa", porque não avança a limpeza do rio?