segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Dois anos depois, problemas revisitados

Já passaram dois anos sobre as cheias no rio Tinto que provocaram avultados prejuízos, de vária ordem.
Na zona do Centro de Saúde, esses danos estiveram mais de ano e meio à espera de serem reparados.
Dizia-se que se aguardavam  estudos para se fazer a reparação da melhor forma possível.
Entretanto, feitas as obras, que orçaram em mais de 300 mil euros, verificamos, com muita preocupação, que regressam sinais de degradação. Ou seja, ou as obras foram deficientemente planeadas, mal executadas ou mal fiscalizadas. Ou isto tudo junto.
Com efeito, para além de terem sido colocados novos gabiões nas margens, ter sido atapetado o leito do rio com pedregulhos, foram despejados, encosta abaixo, camiões de terra que deslizou pela acção da gravidade. Sem outra compactação que não a provocada por alguma vegetação espontânea que cresceu num ou noutro local, era previsível que a erosão pelas águas das chuvas iria fazer aluir, gradualmente, essa encosta, o que iria provocar, consequentemente, o abatimento de passeios e da via, regressando, deste modo, os danos que as obras deveriam ter corrigido.

E é isso que está a acontecer. Aliás, no local já foram, de novo, colocadas grades, para alertar dos perigos de se transitar nessas zonas de novo degradadas. As imagens que se seguem são bem esclarecedoras da forma como dinheiros públicos são deficientemente aplicados.

2 comentários:

Anónimo disse...

300 mil euros!!!para que?para os bolssos dos gatunos bastardos k fazem ke o nosso pais nao se endireite mas sim a vida deles...palhacos

Carlos Duarte Magalhães disse...

A ruína da margem devia proporcionar a melhoria daquele troço de rio. Estivesse enganado, mas a excessiva impermeabilização dos solos e os impactos dos entubamentos do rio Tinto e da ribeira da Castanheira, vão continuar a disparar violentamente contra aquela margem.
A 31 de Janeiro de 2010, percebeu-se que certas cabeças não iam mais longe. Ansiava-se tapar um buraco (bem negro..., durante mais seis meses) e a tábua de salvação foi o Fundo de Protecção do Recursos Hídricos, que pagou parcialmente a intervenção. Como é que a ARH do Norte foi nisto???
Depois dos 300.000 euros (parte paga como taxa, mês a mês, nas nossas facturas de água e de saneamento e outra via impostos), a levada já ruiu de novo e de novo foi atamancada; a margem esquerda está a ser comida pelo rio que reclama (acossado pelos entubamentos e outros males) o que é dele; e, não se consegue, tão pouco, o equilíbrio altamente perturbado que anteriormente existia.
Ocorreu uma oportunidade que foi injusta e negligentemente desperdiçada. Se as coisas tal como existem são o produto do bom senso e da racionalidade, então isto está tudo louco ou a incompetência infetou-nos de modo generalizado.
Passados tantos anos, é preciso perguntar: o que temos andado a fazer? Quantas oportunidades foram já desperdiçadas? e, quando nos decidimos sobre o que temos a fazer no futuro, pensando o rio Tinto desde a nascente até à sua foz, com um plano de ação explicito e participado?