domingo, 8 de janeiro de 2012

Mais um capítulo

A questão da ETAR de Rio Tinto,está a assemelhar-se a uma novela de mau enredo, de que se vão desenrolando sucessivos capítulos que parecem eternizar-se, sem que se adivinhe um desfecho feliz.Como temos amplamente referido, decorre um concurso público para obras de remodelação deste equipamento, as quais consideramos  um mero "remendo" que não alterará significativamente a problemática de poluição que a ETAR agrava.
Neste contexto, o nosso Movimento levou a cabo, no passado sábado, acções que têm a ver com esta situação.
Assim, de manhã, foram recolhidas amostras das águas, antes e depois das descargas que a estação efectua no rio Tinto.

A foto seguinte apresenta essas amostras, sendo a mais à esquerda referente a água colhida antes da primeira descarga e, depois, as que foram sucessivamente recolhidas a juzante, até à zona de Pego Negro.
Pela simples análise visual das embalagens, claramente se constata que após a primeira descarga da ETAR, a qualidade da água piora drasticamente.
Porque consideramos que a prevista remodelação da estação vai constituir um desperdício de recursos sem utilidade, o Movimento em Defesa do Rio Tinto continuará a denunciar esta acção como ineficaz e, assim, na tarde de sábado, colocámos uma faixa, na zona da Igreja, alertando os cidadãos para este facto.
Estamos ainda a tempo de obstar a que este erro se concretize e se possam encaminhar os 5 milhões de euros para acções mais eficazes. Pela nossa parte, para além de continuarmos a erguer a nossa voz, estamos disponíveis para dialogar com os decisores, pois temos propostas alternativas que poderão contribuir para soluções que invertam a situação de poluição que continua a afectar o nosso rio.

3 comentários:

Isabel MC Ribeiro disse...

Bem, essa mostra das amostras do antes e depois da ETAR do Meiral, é flagrante.
É óbvio que os senhores decisores não podem achar que a simples remodelação desta etar vá resolver a poluição do rio Tinto (assim como não resolverá a sua eliminação e existência única da ETAR do Freixo, ou mesmo a existência das duas ETAR).
O problema de poluição do rio Tinto vem de montante e com toda a carga poluente que adquire no seu percurso até à foz, no Douro. (Nomeadamente e, no meu entender, principalmente, descargas industriais ilegais várias e descargas do saneamento).

Uma cidadã muito preocupada com a falta de coerência para a resolução do problema e com a utilização desmazelada dos dinheiros públicos,

Isabel Ribeiro

Anónimo disse...

Flagrante seria, não fosse o pequeno detalhe de se ver nitidamente a amostra a ser recolhida não do Rio mas de um colector de águas pluviais.
Portanto recolher água das chuvas em vez de água do rio...

Anónimo disse...

Pequeno detalhe!

Vou partir do princípio que o comentário anterior foi feito de boa fé, mas vou ter que fazer um esforço muito grande.

Várias amostras foram recolhidas, algumas delas junto às saídas do efluente da ETAR de Rio Tinto (Meiral). Outras amostras foram recolhidas diretamente no rio. A imagem referida no comentário anterior retrata a recolha de uma amostra numa das saídas da ETAR.

Confundir efluente de uma ETAR com água pluvial é um total absurdo. Os esgotos depois de "tratados" são lançados do rio Tinto. Infelizmente, neste caso, muito mal tratados.

Pena é que as Águas de Gondomar não divulguem os valores das análises, que têm que fazer por imperativo legal, ao efluente que libertam para o rio Tinto. Muitas outras estações de tratamento fazem-no.

Deixo aqui o meu endereço de email caso o autor do comentário anterior esteja interessado em alguma informação adicional. É óbvio que funcionamento de ETARs e recolha de amostras não é um assunto que domine.

Paulo Silva
paulopereiradasilva@hotmail.com