sábado, 14 de novembro de 2015

Mini Caminhada

Conforme anunciámos, realizou.se hoje uma curta caminhada entre a estação de Metro da Campainha e o início da Avenida do Rio junto dos terrenos conhecidos por Quinta da Boavista ou Quinta do Cristóvão.
Começámos a concentração com breves intervenções de elementos do Movimento.

Foram referidos alguns aspetos importantes relacionados com a melhoria da qualidade do rio Tinto, fruto, em grande medida, do empenhamento do nosso Movimento.Assim, foi possível verificar que as águas estão hoje mais límpidas, sinal de que, se forem eliminadas as agressões ao rio, ele acabará por se auto-regenerar. Foi dado como exemplo a incrível situação que denunciámos em Agosto em que a ribeira da Granja, que vem do concelho da Maia, esteve a descarregar esgotos domésticos para o nosso rio. É esse tipo de desmandos a que temos de continuar atentos.
Destacou.se, também, a meritória ação da Lipor, que levou a cabo uma nova ligação ao seu Parque Aventura, valorizando um troço do rio. Esta instituição tem também destacado um dos seus funcionários para cumprir a função de guarda-rios. nessa zona, elaborando um relatório diário resultante das suas observações.
Outro dado relevante é o anunciado projeto de construção de um intersetor que conduzirá os efluentes das ETAR´S de Rio Tinto e do Freixo, para o rio Douro, como já aqui anunciámos. No âmbito deste projeto, está prevista a construção de um passadiço para percurso pedonal e que acompanhará o rio entre a zona do Centro de Saúde de Rio Tinto e a foz do rio, o que, a concretizar-se será uma mais valia importante. Esta solução, que o nosso Movimento propunha há largos anos foi criticada e até ironizada por entidades oficiais que a apelidavam de irrealista. Afinal, era possível...

Depois caminhou-se ao longo do canal do Metro.
Terminámos junto ao Centro Cívico de Rio Tinto, onde conversámos sobre outras questões de grande importância e atualidade.
Aqui foi essencialmente abordado o incrível volte-face operado na elaboração do novo PDM, cuja versão para discussão pública previa que os terrenos da chamada Quinta da Boavista seriam uma "zona verde de enquadramento" e, na versão final aprovada , numa inversão completa, passam a ter elevada capacidade construtiva.
A CMG tenta explicar esta pirueta com "compromissos" assumidos pelo anterior executivo. Mas, pelos dados a que tivemos acesso esses "compromissos" foram declarados irregulares e ruinosos e posteriormente revogados pela própria CMG.
Estes são os terrenos da polémica:
Precisamente porque todo este processo, em que se integra também uma anunciada compra de terrenos pela CMG junto à Avenida do Rio está envolta numa rede de nebulosos contornos, o nosso Movimento requereu ao Tribunal Administrativo do Porto a abertura de um inquérito que faça luz sobre toda esta história.

2 comentários:

Mário Reis disse...

Reproduz e muito bem o que se passou.
É muito grave o que está a passar-se. Pena ter sido pouco participada, mas valeu.
Parabéns

Carlos Duarte Magalhães disse...

O Movimento interveio ontem na Assembleia Municipal sobre este tema interpelando os autarcas e em especial o presidente da CMG. "Respondo perante os órgãos." foi o que foi capaz de dizer o presidente face a questões objetivas.
A transparência, a participação e a convivência democrática não se invoca levianamente, fomenta-se. Mas vamos ao que interessa.
Para que fique claro: o executivo que Marco Martins lidera tem TODA a legitimidade para assumir que na Qta do Cristóvão vão nascer prédios e que querem pagar fortunas por um terreno que pode ser expropriado por 1/3 dos 825 mil euros que aprovaram pagar. Assumam-no! Expliquem isso aos riotintenses e o porquê. Não façam das pessoas inúteis e idiotas.
E, se pretendem outra ideia de cidade da que podia distinguir esta geração de autarcas das anteriores, do caos e dos "erros do passado" que Marco Martins frequentemente invoca, assumam-no, mas repito, têm de explicar isso.
Mas caros amigos, o mais caricato e grave é, como se admite que se dê concretização à pior de todas as soluções possíveis para o rio Tinto no centro da cidade? Agora que o rio e a ribeira da Castanheira começam a ter qualidade? Como se ignora o rio que nos dá o nome, as linhas de água que são vitais hoje e serão, ainda mais, amanhã? Como se recorre a enquadramentos enviesados de forma sistemática, mentiras e argumentos que tende, sempre, a evidenciar uma patusca superioridade inexistente sobre os demais, com prejuízo irreversível para os recursos que são de todos? Porque se colocou à discussão um PDM com determinado enquadramento e uma UOPG07 dando uma ideia quando na cabeça de alguém com poder tinha na manga uma outra carta? Porque se invocou um "compromisso municipal" que não existe?
Como pode ser dito que o PDM foi aprovado e a CMG não pode alterar o que aprovou há dias, como se não existissem no DR, às dezenas, publicação de retificações por iniciativa dos municípios ou por imposição legal? Como se pode dizer que o terreno "é declivoso" em socorro de uma decisão que mata outra ideia de cidade? Como se admite que se dê concretização à pior de todas as soluções possíveis para o rio Tinto no centro da cidade? Agora que o rio e a ribeira da Castanheira começam a ter qualidade? Como se ignora o rio que nos dá o nome, as linhas de água que são vitais hoje e serão, ainda mais amanhã?
Desiste-se do rio Tinto, cria-se um jardim em vez de um espaço de encontro de todos os riotintenses, prejudica-se outra ideia de cidade com luz, natureza, lazer e amiga do ambiente e compromete-se financeiramente a autarquia.
Apelo(amos) à reflexão sensata. A grandeza das pessoas vê-se pela humildade e reconhecimento dos erros. Nada nos impede de o evitar, enquanto é tempo!!!
Junte-mo-nos na Luta pelo rio e por uma cidade para os riotintenses