quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O novo troço do Metro e o rio Tinto

Conforme já aqui temos dado conta, a futura implantação do Metro em Rio Tinto, sendo uma obra desejada pela população, não deixa de nos motivar algumas preocupações.
De facto, há que ter em conta todas as condicionantes que devem ser equacionadas num projecto deste tipo, designadamente as de carácter ambiental.
Com é sabido, o prolongamento que se anuncia para breve, Dragão-Venda Nova, vai passar, em algumas zonas, muito próximo de bens naturais, como o é o rio Tinto. Por isso, há que, em devido tempo, tentar garantir que possam coexistir, sem conflitos, a infra-estrutura que se quer construir e o ambiente natural que tem de se preservar.
Encontrando-se em fase de acompanhamento público até ao dia 06 de Março a fase de pós-avaliação da Avaliação de Impacte Ambiental deste troço do Metro será importante que os cidadãos empenhados na defesa do rio possam manter-se informados e intervir, tanto quanto possível, no processo.
O Sumário Executivo do Projecto de Execução, pode ser consultado aqui.
Mais informações, poderão ser encontradas no site da Junta de Freguesia de Rio Tinto.
Vamos, pois, estar atentos.

1 comentário:

Pimenta Dias disse...

O Sumário Executivo é isso mesmo: um sumário.
Quem quiser ter um conhecimento mais profundo dos impactes ambientais do traçado e do projecto de execução da linha do Metro Dragão-Venda Nova pode consultar todo o processo no Departamento de Gestão Urbanística e Obras Particulares (Rua Combatentes da Grande Guerra, 93 - Gondomar) da Câmara Municipal de Gondomar.
Eu já consultei e posso afirmar que o conteúdo do Volume 3 (Anexos) é muito elucidativo dos impactes ambientais que vão incidir nas margens e no leito do rio Tinto, particularmente no troço Mercado - Campainha. Assim como são muito elucidativas as questões ambientais inscritas na Declaração de Impacte Ambiental (DIA).
Ambos os documentos justificam um debate público, como o Movimento defende. Aliás, as próprias autoridades autárquicas deviam preocupar-se em promover o conhecimento e discussão dos impactes destes projectos com os cidadãos, em vez de os fecharem na primeira "gaveta" que estiver à mão.
Mas estamos num concelho e num país, onde os poderes instalados ficam muito desconfiados quando aparece alguém para consultar este tipo de documentos. Enfim, para os nossos governantes (nacionais e locais) a democracia participativa não passa de um chavão, que dá jeito utilizar em ocasiões "especiais".
Pimenta Dias