quinta-feira, 20 de junho de 2013

Um protocolo que poderá ser um primeiro passo. Com consequências?

Foi recentemente assinado um  protocolo entre a Lipor, as câmaras de Valongo, Maia, Gondomar e Porto, as empresas Águas de Gondomar e Águas do Porto, a Administração da Região Hidrográfica do Norte e a Universidade Fernando Pessoa, com o objetivo de fazer a deteção de fontes de poluição do rio Tinto e a monitorização da qualidade da água em todo o leito do rio. O projeto deverá durar três anos e dele deverão resultar propostas e ações que levem à requalificação do rio Tinto. 


Este não é o primeiro estudo deste tipo realizado no rio Tinto. O diagnóstico e as propostas de melhoria são os primeiros passos. Espera-se que o projeto depois de terminado não fique na gaveta, como aconteceu com outros. Durante a assinatura do protocolo ficou claro que um primeiro passo não levará a lado algum se não houver uma vontade clara por parte dos municípios atravessados pela bacia hidrográfica do rio Tinto. 
O Movimento em Defesa do Rio Tinto foi convidado a assistir à assinatura do protocolo e esteve presente. Como sempre, estamos disponíveis em colaborar em ações que visem a reabilitação do nosso rio.

3 comentários:

Adelaide Vieira disse...

Há imensas coisas que podem e devem avançar a par desse (mais um) estudo muitas aqui tratadas neste imprescindível blog para quem estiver interessado no rio Tinto.
A limpeza do leito, a educação ambiental, uma ação persistente e de incentivo à ligação ao saneamento, a comunicação de resultados alcançados, tolerância zero para quem constrói ilegalmente nas linhas de água, a desobstrução de algumas margens antecipando a construção de caminhos pedonais, etc., etc.

Carlos Duarte Magalhães disse...

De acordo com o comentário anterior. Se não são postas no terreno é porque genuinamente o rio não é problema para os aquecem o rabo nas cadeiras do poder.
Uma sugestão foi feita em 2008 ao senhor vereador Castro Neves continua a aguardar..., concretização. A medida por si representaria uma alteração positiva para as linhas de água: a afectação permanente de uma equipa aos rios e ribeiras.
Alguém concebe, hoje, não manter asseados os arruamentos? E porque não os rios?
A sugestão faz sentido para fazer o quê?
- Identificar e comunicar pontos críticos, abusos e ilegalidades;
- Sensibilizar e atuar para alcançar a eliminação de ligações ilegais;
- Executar intervenções selectivas e orientadas para a manutenção da biodiversidade e proteção das margens;
- Entre muitas outras ações de melhoria e em beneficio dos sistemas fluviais.

Tudo isto vai de encontro ao que a Adelaide sugeriu. Porque não avança a mesma?

Nabo Gondomarense disse...

É louvável que a LIPOR tenha reunido as entidades a quem compete tomar medidas para reabilitar o rio Tinto em torno de um "Programa de Monitorização da Qualidade da Água no Rio Tinto", tanto mais que essa não é uma atribuição estatutária daquela Associação de Municípios.
Mas é lamentável que seja necessário esperar mais três anos pela elaboração de propostas e ações que levem à requalificação do rio Tinto!
Se a monitorização não for acompanhada, desde o início, de medidas no terreno, acontecerá o mesmo que há cerca de uma década, quando se gastaram cerca de dois milhões de euros no leito e margens do rio Tinto sem qualquer resultado prático, também à "boleia" de um estudo encomendado pela LIPOR.
Fazemos votos para que o protocolo agora celebrado, em plena época eleitoral autárquica, não seja apenas uma tentativa para "amortecer" o descontentamento das populações perante a escandalosa situação do rio Tinto.
A propósito de eleições autárquicas: não surpreende que as candidaturas do PS e dos (In)dependentes "alaranjados" ignorem as perguntas do Movimento. Afinal de contas a coerência é uma virtude ...! Mas é estranho que outras candidaturas tardem na resposta, sobretudo se se tiver em consideração o trabalho que as respetivas forças politicas fizeram na Assembleia Municipal de Gondomar em torno do rio Tinto, das suas margens e zonas adjacentes, ao longo do mandato em curso.